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Turismo rodoviário, a aposta de muitos
Por Rodermil Pizzo
28/03/2023 | 16:29
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Tenho observado uma grande campanha e esforço das empresas de turismo para a retomada das viagens rodoviárias.

A falta de bons acordos com companhias aéreas, a falta de assentos nas aeronaves, o não surgimento de novas empresas de aviação, somados aos preços altos dos bilhetes, estão forçando a criatividade reversa das operadoras e agências de viagens.

Digo reversa uma vez que o turismo raiz, como tratado em colunas anteriores, já esteve entre os preferidos das grandes operadoras brasileiras, rememorando: Panorama, Viagens Costa, Aritana, PompTur, Tursan, Carisma, Soletur, entre muitas outras, que, lamentavelmente, foram engolidas pelo caminho.

Abrindo uma observação, questiono-me sobre o motivo destas empresas terem desaparecido e não deixarem sucessores. Analisei dezenas de situações que ocorreram, e não fiz análise apenas pelo que li ou ouvi, fiz minha análise baseado em experiências vividas, já que estava dentro deste ambiente.

Péssimas administrações de seus líderes, erros nas operações, péssimo atendimento aos seus clientes, descaso com os funcionários e agentes de viagens, descaso com os famosos freelancers que comercializam seus produtos, crises e mais crises econômicas, mudanças de moedas, descrédito do Brasil perante o mundo, segurança, estradas ruins, enfim, poderia ficar listando centenas de motivos que levaram o turismo rodoviário e as operadoras a quebrarem.

Todavia, não podemos negar que havia um julgo desigual importante. Basta buscar nos registros de todas que faliram ou encerraram atividades um fator em comum: “a guerra que travavam com o monopólio criado pela gigantesca do turismo”.

A pergunta que não se calava era: “como eles logram equilíbrio das contas e conseguiam os preços tão baixos”? Somente muitos anos depois que o mundo do turismo soube a verdade. A arma utilizada para destruição parcial ou integral de concorrentes está disponível no Google. Digite as palavras: Operação Lava Jato, corrupção, sonegação e turismo.

A atual crise mundial de saúde deixou um rastro de destruição no setor, porém, uma coisa ninguém pode negar: colocou todos em julgo igual e, agora, com muito mais informações, tanto por parte dos clientes, concorrentes e fornecedores, todas as operadoras e agências estão com condições de crescer, desenvolver e lograr resultado igualmente.

A distribuição dos profissionais por várias operadoras, a distribuição do conhecimento entre todos, a honestidade com números e resultados – obrigatórios por lei, não por mera liberalidade – fazem com que todos tenham de prestar o mesmo serviço, com o mesmo conhecimento e a mesma responsabilidade.

A nova fase de todas as empresas, inclusas as gigantes, é um bálsamo.

Que venha a nova era do turismo rodoviário para que o cliente possa escolher o que melhor que lhe agrada, que tenha o melhor custo-benefício, que venham os roteiros criativos de curtos ou longos dias. Feriados em 2023 é o que mais temos para ofertar viagens aos brasileiros sedentos por um passeio.

Em campo igual e isento de parcialidade, todos jogarão com as mesmas condições e que sobreviva o melhor ou os melhores – e, desta vez, jogo limpo.

Rodermil Pizzo é doutorando em Comunicação, mestre em Hospitalidade e colunista do Diário, da BandFMBrasil e do Diário Mineiro. 




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