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Movimentação no turismo favorece clientes
Por Rodermil Pizzo
20/03/2023 | 19:52
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 O mercado do turismo brasileiro está trilhando um caminho muito interessante e favorável aos consumidores. A fragmentação, a diversidade e os novos investimentos no segmento estão facilitando e ampliando as aquisições de viagens.

Assim como já ocorrera no Brasil, com relação ao sistema de telefonia, onde estávamos obrigados a consumirs tudo exclusivamente da Telesp, e dependíamos de um serviço monopolizado, deficitário e altamente custoso. Para quem não sabe, o telefone fixo no Brasil já teve seu valor comparado com o das grandes moedas, como ouro e dólar. Era um serviço ruim e para poucos.

O mesmo se passava com a indústria automobilística. Estávamos presos a escolher veículos unicamente entre Volkswagem, Ford ou GM.

A quebra de monopólio deste segmento se deu com único ato do então presidente Fernando Collor, que comparou os veículos brasileiros a carroças e autorizou a entrada no Brasil de empresas como Renault, Toyota, Hyundai, Asia Motors, entre muitas outras.

Digo que foi o único ato louvável do Collor, já que o mesmo sofreu impeachment por ser líder de atitudes nada ortodoxas, que o diga PC Farias – bom, mas isso é assunto da coluna policial, ops, política.

Voltando ao turismo, as novas movimentações e investimentos têm demonstrado algo interessante e está favorecendo os turistas brasileiros.

Todos os dias observamos o crescimento de novas opções no setor.

O turismo on-line já está consolidado, e segue crescendo. Todavia, algumas empresas ainda apostam no surgimento de lojas físicas como opção ao cliente mais desconfiado.

A CVC Turismo segue lutando duramente e fazendo o trabalho árduo de casa para se manter na mente e na liderança. Todavia, as últimas peças movimentadas no setor, pela empresa By Fly, prometem ser mais uma pedra incômoda no sapato da empresa andreense.

Apresentando sua nova arma e fazendo aquisição do know-how de Emerson Belam, a By Fly sinaliza para uma rede de lojas físicas e concorrência direta com a empresa azul e amarela. Devemos considerar que Belam já esteve à frente da diretoria da CVC e liderava diretamente a rede de franqueados, fez carreira como discípulo de Valter Patriani e isso já dá a ele conhecimento suficiente de como e onde montar sua artilharia.

Também temos o ressurgimento da Decolar, com força total nas campanhas publicitárias e há quem diga que também estuda ter pontos físicos, se tornando empresa híbrida. Eu tive contato pessoalmente com uma movimentação do RH da Decolar, e acompanhei a absorção de ex funcionários da CVC, ou seja, demonstra também que está interessada na aquisição do mesmo conhecimento da líder em turismo.

Parece que o ringue ficará pequeno para tantos competidores, e quem ganha é o consumidor, que poderá comparar preços e qualidade de atendimento.

Viagens Promo, Booking, 123 Milhas, Max Milhas, Orinter, Azul Viagens, Águia Branca, Squad, entre muitas outras, também seguem se estruturando para pegar uma bela fatia deste bolo.

Importante frisar aos empresários e executivos que o turista está cada vez mais inteligente e também aprendeu a comprar direto nos sites das cias. aéreas. Enfim, a oferta de produtos e empresas já está bem diversificada e, assim como ocorreu na telefonia e na indústria automobilística, permanecerá não só os que oferecem preços baixos, mas sim os que oferecem qualidade e responsabilidade.

Rodermil Pizzo é doutorando em Comunicação, mestre em Hospitalidade e colunista do Diário, da BandFMBrasil e do Diário Mineiro.




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