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Alternativos do Grande ABC ganham um livro

Imprensa alternativa no ABC: a história contada pelos independentes, livro de Olga Defavari, editado pela Fabricando Idéias.


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

05/02/2009 | 00:00


Imprensa alternativa no ABC: a história contada pelos independentes, livro de Olga Defavari, editado pela Fabricando Idéias em 2008 e patrocinado pelo Fundo de Cultura de Santo André. Em 144 páginas, um apanhado interpretativo de títulos de jornais que circularam no Grande ABC em especial a partir da década de 1950.

 O livro é importante não apenas porque resgata esses títulos - com um corte maior para as áreas de literatura e poesia - mas também porque refresca a cabeça dos mais antigos e informa às novas gerações sobre o que se chamava de imprensa alternativa ou nanica nos tempos de exceção.

 O mais curioso é que, de um mês para cá, quando a autora nos enviou um exemplar do seu livro, o tema da imprensa alternativa ganhou várias publicações, dentro e fora do Grande ABC. O caderno Cultura & Lazer do Diário, em sua edição de 21 de janeiro, traz uma reportagem do jornalista Dojival Filho sobre um dos alternativos mais importantes em São Paulo, a revista Bondinho, que ganhou uma compilação de 36 reportagens em livro e demonstrou a dificuldade do autor em localizar a coleção completa da revista.

 Por um acaso, guardo um exemplar do Bondinho de 1972 que comprei num show de Chico Buarque no Anhembi.

 O tema imprensa alternativa virou manchete no número de janeiro do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. E com uma pergunta que inquieta e questiona: "Onde foi parar a nossa imprensa alternativa?"

 Em seu livro, Olga Defavari oferece respostas importantes quanto aos títulos aqui do Grande ABC, mas reconhece que há muito mais a ser pesquisado. Informei à autora sobre jornais não-oficiais publicados entre os trabalhadores do Grande ABC. Alguns títulos são da década de 1940, vários outros dos anos 1950 e 1960.

 Os jornalzinhos buscavam a mobilização das categorias profissionais. Não eram jornais de sindicatos. Eram jornais de trabalhadores mesmo, geralmente influenciados pelo Partido Comunista. E indaguei à autora se tais publicações, não-oficiais, poderiam ser encaixadas na categoria de alternativos ou nanicos?

 Olga respondeu que sim. "Acredito que estas publicações que você citou podem também ser inseridas na denominação de imprensa alternativa. Porém, optei por fazer um recorte das publicações independentes, sem ligação com determinada instituição, como boletins de divulgação de alguma categoria específica. Penso que a estas publicações cabe um outro livro ou uma pesquisa mais ampla. Quem sabe um segundo volume?"

 Dou a maior força à Olga. E lembro das nossas faculdades de comunicação. Cabe também aos alunos que fazem Jornalismo pesquisar mais o assunto. Há um campo vasto pela frente.

 Também é importante a esses alunos o acesso ao livro de Olga Defavari, para estudo e reflexão. O livro é uma adaptação e ampliação de uma monografia que a autora produziu na USCS (Universidade Municipal de São Caetano), sob a orientação do professor Herom Vargas.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Domingo, 4 de fevereiro de 1979

 Especial - Valdenízio Petrolli (texto) e João Colovatti (fotos) focalizam o cotidiano dos 400 mil bóias-frias paulistas: o rádio de pilha, o fogão jacaré, a marmita, o bar... Reportagem mostra o encontro de metalúrgicos de todo o Estado reunidos em Lins com os trabalhadores rurais. Um material atualíssimo, 30 anos depois. Informações precisas e fotos ao mesmo tempo poéticas e chocantes.

Teatro - Rafael Guelta focaliza os problemas de quem faz teatro amador no Grande ABC.

Mulher - Em texto sem a assinatura do autor, o jornal focaliza os passos das mulheres e a reconstrução da sua história política.

EM 5 DE FEVEREIRO DE...

1949 - Celeste Maria da Costa Lima nasce em São Bernardo. Estudiosa da história local falecida prematuramente.

 1950 - Fundado o Ouro Verde Popular, de Santa Terezinha, em Santo André.

 HOJE

Dia do Datiloscopista.

 SANTOS DO DIA

Adelaide de Vilich, Águeda e Genuíno

ALMANAQUE

 Prefeito Saladino

(Coronel da Guarda Nacional)

Nome: Saladino Cardoso Franco.

Nascimento: Freguesia de São Bernardo (Fazenda Oratório, hoje Parque Novo Oratório, em Santo André), 5 de fevereiro de 1873.

Vereador: 1914 a 1930.

Prefeito: 1914 a 1930.

Falecimento: Santo André, 19 de maio de 1951.

 Eleito seis vezes consecutivas vereador, pelo voto direto, a partir de 1913. Em 1914, seus pares no Legislativo o elegeram prefeito, fato que se repetiria pelo resto da República Velha. Ocupou o cargo de prefeito por mais de 16 anos seguidos, caindo com a Revolução de 1930.

FONTE: Almanaque de Vereadores, CMSA, 2008, 2ª ed.



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