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Livros mostram como habitar cidade com responsabilidade social


Daniel Gutierrez
Especial para o Diário

25/03/2006 | 08:41


Ao final da 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo uma surpresa agradável foi comentada em todos os veículos de comunicação: a marcante presença de jovens e crianças nos corredores do Pavilhão de Exposições do Anhembi. No balanço geral, dos 811 mil visitantes, a maioria era de estudantes. Em um país de pouquíssimos leitores, essa informação soa, no mínimo, otimista.

Nas grandes cidades é comum as crianças ficarem confinadas dentro de casa por conta da violência ou das ruas repletas de carros, nada convidativas para os pequenos brincarem e desenvolverem a imaginação e a criatividade. No lugar das brincadeiras de rua, os videogames, a televisão e, mais recentemente, o computador, acabam por enclausurar ainda mais.

A literatura é sempre alternativa para abertura de horizontes. Para os jovens e crianças que moram em cidades, dois livros podem fazê-los pensar sobre o papel que protagonizarão no futuro da humanidade e, particularmente, no ambiente urbano: Vida na Cidade (DCL, 23 págs., R$ 16,50 em média) e Ai de Ti, Tietê (DCL, 48 págs., R$ 22 em média). As duas obras são recheadas de informações e ilustrações desenvolvidas para prender a atenção dos superativos cidadãos das metrópoles brasileiras.

O rio e a cidade - Vida na Cidade, obra da bióloga Mônica Jakievicius com ilustrações de Félix Reiners, mostra a relação da natureza, mais especificamente dos animais mais comuns nas cidades, com sua função no ambiente e os problemas que o desequilíbrio e a poluição podem causar. A autora, com a ambientação simples e realista de Reiners, ajuda o jovem leitor a entender a importância dos insetos, pássaros e roedores no complicado e deteriorado ecossistema urbano. Tudo isso narrado por um simpático sabiá-laranjeira que, juntamente com o texto principal, faz comentários relacionados à função dele e dos outros animais na natureza. No fim da obra o leitor recebe dicas de como observar e catalogar os animais que dividem o mesmo meio ambiente que a criançada.

Em Ai de Ti, Tietê, Rogério de Andrade Barbosa conta com a ajuda do competente ilustrador Marcelo D‘Salete para narrar a história de Mário, um garoto da oitava série do ensino fundamental que recebe o desafio de contar a história do rio Tietê para um trabalho de escola. O trabalho é desenvolvido com sucesso e faz o garoto e seu grupo despertarem para a importância do rio para São Paulo, desde o nascimento da cidade até hoje. Quase destruído pela poluição doméstica e industrial que deixou fétidas e escuras suas águas, o Tietê, antes área de lazer e esportes para sortudos que o puderam desfrutar no passado, é tratado de forma carinhosa pelo autor.

A intenção é despertar nas crianças a consciência que as gerações anteriores não tiveram. Além das ilustrações que ajudam o autor a contar a história, a obra traz um acervo de curiosidades e informações históricas sobre um dos únicos rios que não correm em direção ao mar no Brasil. As gerações vindouras agradecem. (Supervisão de Melina Dias)


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Livros mostram como habitar cidade com responsabilidade social

Daniel Gutierrez
Especial para o Diário

25/03/2006 | 08:41


Ao final da 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo uma surpresa agradável foi comentada em todos os veículos de comunicação: a marcante presença de jovens e crianças nos corredores do Pavilhão de Exposições do Anhembi. No balanço geral, dos 811 mil visitantes, a maioria era de estudantes. Em um país de pouquíssimos leitores, essa informação soa, no mínimo, otimista.

Nas grandes cidades é comum as crianças ficarem confinadas dentro de casa por conta da violência ou das ruas repletas de carros, nada convidativas para os pequenos brincarem e desenvolverem a imaginação e a criatividade. No lugar das brincadeiras de rua, os videogames, a televisão e, mais recentemente, o computador, acabam por enclausurar ainda mais.

A literatura é sempre alternativa para abertura de horizontes. Para os jovens e crianças que moram em cidades, dois livros podem fazê-los pensar sobre o papel que protagonizarão no futuro da humanidade e, particularmente, no ambiente urbano: Vida na Cidade (DCL, 23 págs., R$ 16,50 em média) e Ai de Ti, Tietê (DCL, 48 págs., R$ 22 em média). As duas obras são recheadas de informações e ilustrações desenvolvidas para prender a atenção dos superativos cidadãos das metrópoles brasileiras.

O rio e a cidade - Vida na Cidade, obra da bióloga Mônica Jakievicius com ilustrações de Félix Reiners, mostra a relação da natureza, mais especificamente dos animais mais comuns nas cidades, com sua função no ambiente e os problemas que o desequilíbrio e a poluição podem causar. A autora, com a ambientação simples e realista de Reiners, ajuda o jovem leitor a entender a importância dos insetos, pássaros e roedores no complicado e deteriorado ecossistema urbano. Tudo isso narrado por um simpático sabiá-laranjeira que, juntamente com o texto principal, faz comentários relacionados à função dele e dos outros animais na natureza. No fim da obra o leitor recebe dicas de como observar e catalogar os animais que dividem o mesmo meio ambiente que a criançada.

Em Ai de Ti, Tietê, Rogério de Andrade Barbosa conta com a ajuda do competente ilustrador Marcelo D‘Salete para narrar a história de Mário, um garoto da oitava série do ensino fundamental que recebe o desafio de contar a história do rio Tietê para um trabalho de escola. O trabalho é desenvolvido com sucesso e faz o garoto e seu grupo despertarem para a importância do rio para São Paulo, desde o nascimento da cidade até hoje. Quase destruído pela poluição doméstica e industrial que deixou fétidas e escuras suas águas, o Tietê, antes área de lazer e esportes para sortudos que o puderam desfrutar no passado, é tratado de forma carinhosa pelo autor.

A intenção é despertar nas crianças a consciência que as gerações anteriores não tiveram. Além das ilustrações que ajudam o autor a contar a história, a obra traz um acervo de curiosidades e informações históricas sobre um dos únicos rios que não correm em direção ao mar no Brasil. As gerações vindouras agradecem. (Supervisão de Melina Dias)

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