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Videogames: como consoles se tornaram objetos de desejo?
Por Da Redação, com assessoria
Do 33Giga
30/01/2023 | 14:55
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O primeiro console da história, criado pelo engenheiro alemão Ralph Baer, foi lançado em 1972 e se chamava Magnavox Odissey. Desde então, os videogames passaram a fazer parte do imaginário popular e alcançaram status de prioridade entre os amantes de tecnologia. Prova de sua popularidade é que, de acordo com a consultoria Newzoo, em 2023 o setor deve faturar cerca de R$ 1 trilhão no mundo.

Por trás de cada console existe uma grande tecnologia envolvida, e a cada geração, os componentes que possibilitam os jogos funcionarem passam por atualizações, para que os chamados “upgrades” possam ser vivenciados pelos jogadores. Elementos como melhores gráficos, maior rapidez do console e de seu software, além de novas mecânicas são alguns dos exemplos que apresentam melhoras a cada salto de geração.

“Assim como o mundo tecnológico apresentou grande evolução durante os últimos anos, os videogames seguiram pelo mesmo caminho e se tornaram elementos comuns na casa de muitas pessoas. Hoje, temos diversas funcionalidades presentes dentro dos consoles, que possibilitam usufruir os jogos e experimentar outras formas de entretenimento”, explica João Gabriel, head de tecnologia e Top Voice do LinkedIn.

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A era de ouro dos videogames

Os mais antigos com certeza se lembram de Atari, Mega Drive ou NES, o videogame da Nintendo. Estes consoles, apesar de hoje serem considerados simples em sua execução, representaram um grande marco contemporâneo de execução da tecnologia e disponibilizaram clássicos que são amados até hoje, como Donkey Kong, Mario e Sonic.

Os jogos, majoritariamente feitos em 2D e compilados em fitas cassetes, se tornaram uma verdadeira febre entre os jovens. De acordo com as empresas responsáveis pelos consoles, o Atari 2600 vendeu 30 milhões de unidades, o Mega Drive 35 milhões e o NES mais de 60 milhões de unidades. Além disso, o Game Boy, console portátil da Nintendo, vendeu 118 milhões de unidades em suas duas versões.

“Apesar de hoje olharmos para estes videogames como clássicos, eles são a representação de algo muito bem feito com o que se tinha disponível na época. A tecnologia com certeza evoluiu, com processadores velozes, mais memória disponíveis nos consoles, entre outros elementos. Porém, estas empresas revolucionaram o modo de se divertir a partir dos jogos” explica João.

A chegada de gigantes da tecnologia no mercado de consoles

Os anos 1990 representaram uma ruptura no sistema tradicional de videogames antes dominados por Nintendo e Sega. Em 1994, a Sony lançava ao mercado o primeiro PlayStation, que contava com a tecnologia de CDs, diferentemente de seus concorrentes diretos, além do auxílio do Memory Card, utensílio que permitia ao jogador salvar sua progressão nos jogos, dando a possibilidade de não perder suas conquistas e experimentar ainda mais os títulos lançados.

Clássicos como Resident Evil, Gran Turismo, Final Fantasy, Silent Hill, e Winning Eleven são apenas alguns dos poucos exemplos que marcaram uma geração inteira de jogadores e tornaram o PlayStation um sucesso comercial de vendas, com 102 milhões de unidades vendidas.

Outra empresa que entrou no mundo dos jogos poucos anos após a Sony foi a Microsoft, empresa de tecnologia norte-americana liderada por Bill Gates, que lançou em 2001 a primeira versão de seu console, o Xbox.

Desde então, Sony e Microsoft protagonizam a liderança do mercado de videogames, lançando consoles que foram  bem-sucedidos, como o PlayStation 2, que ocupa a primeira posição entre os consoles mais vendidos da história, elevando o nível das tecnologias embutidas nos dispositivos a cada geração.

“Hoje, vemos os consoles não apenas como elementos que rodam jogos, mas como um utensílio tecnológico de entretenimento que pode nos conectar à internet, a serviços de streaming e à televisão. Além disso, temos o avanço tecnológico, com a velocidade dos processadores atuais, discos rígidos cada vez mais rápidos e arquiteturas que proporcionam aos desenvolvedores extraírem o máximo destes videogames”, comenta o especialista.

Futuro na nuvem

Os próximos anos prometem ser interessantes para o setor de videogames. Apesar de os consoles ainda apresentarem forças de vendas, o sistema de jogos em nuvem, por streaming, tem concentrado cada vez mais adeptos.

Esta possibilidade exclui a necessidade do console físico, possibilitando ao usuário que, com apenas uma conexão estável e rápida com a internet, os jogos sejam transmitidos por navegadores de internet, smart TVs, smartphones, tablets e computadores.

“O streaming vem dominando diversos aspectos de entretenimento, como músicas e filmes, e a entrada dos jogos neste sistema, com auxílio da nuvem, pode tornar os games como um todo muito mais acessíveis para aqueles que não podem adquirir os videogames”, finaliza o head de tecnologia.

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