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PIB brasileiro é o pior desde 1992, diz IBGE


Do Diário do Grande ABC

24/08/1999 | 19:28


O Produto Interno Bruto (PIB) de 1998 foi de R$ 899,814 bilhoes, resultado que, descontados os efeitos da inflaçao, foi negativo em relaçao a 97: -0,12%. "Em quantidade física, ficamos praticamente no mesmo patamar de 1997", disse nesta terça-feira Gélio Bazoni, gerente de Projetos do Departamento de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Embora pequena, esta foi a primeira queda do PIB desde antes da instituiçao do Plano Real, em 1994. O valor nominal foi até superior aos R$ 864,111 bilhoes de 97, mas considerando a inflaçao de 4,26% de um ano para outro, o valor real de 98 é menor. Considerando a cotaçao média de R$ 1,16 para o dólar no ano passado, o PIB nacional, em moeda norte-americana, foi de US$ 775,701 bilhoes.

A última taxa negativa na economia havia sido medida em 1992 (-0,54%), ano do impeachment de Collor. Os valores preliminares do PIB de 98 foram divulgados nesta terça-feira. Na semana passada, o IBGE havia divulgado a estimativa de crescimento de 0 05%. Esta variaçao nao levava em conta, porém, a arrecadaçao de impostos, que em valores reais foi menor no ano passado, a despeito do aumento da carga tributária determinada pelo governo federal em novembro de 1997.

O chamado "Pacote 51", baixado para tentar atenuar os efeitos da crise asiática, elevou ligeiramente, de 28,87% para 28,9%, a carga tributária, resultado da maior participaçao dos impostos federais, que eram de 12,91% em 1997 e passaram para 13 11% em 98. Este efeito se amplia devido à base já alta de participaçao em 97. Desde o início da década, a carga tributária brasileira foi elevada em 18%. Segundo a gerente da área de Administraçao Pública do IBGE, Andréa Bastos, é possível que a participaçao da arrecadaçao de impostos no PIB suba um pouco mais este ano. Nesta década, a variaçao dos tributos chega a 18%.

Foi constatado um crescimento de 23,56% no PIB nacional desde 1991 e a renda per capita, 10%. A elevaçao, porém, ficou praticamente concentrada no período do real, em especial no PIB per capita que subiu 9,33% de 94 a 98. "Todo o ganho individual se deve ao Real", diz Bazoni. A taxa total de crescimento neste período foi de 17,19% e o setor que mais cresceu foi o de Serviços, puxado basicamente por bons desempenhos no segmento de Comunicaçoes.

Mas, em compensaçao, no mesmo período a carga tributária nacional também teve elevaçao de 18% acima do PIB desde 91. No ano passado, a arrecadaçao de impostos foi também superior ao crescimento do PIB. "A carga tributária deve sofrer novo aumento este ano", comentou a gerente da Area de Administraçao Pública do IBGE, Andréa Bastos.

Com a elaboraçao de uma tabela que levava em conta apenas a atividade produtiva do país, os técnicos do IBGE chegaram à conclusao de que houve uma pequena transferência de renda entre os setores, de 97 para 98: a arrecadaçao de postos, em valores reais, caiu de 20% para 19%, enquanto o lucro das empresas aumentou de 41% para 43%.

Cerca de 30% dos investimentos foram custeados com recursos externos em 98, uma elevaçao significativa em relaçao aos últimos anos, quando a poupança interna custeava uma parte maior dos empreendimentos. Mas somente num ano nesta década o Brasil emprestou mais do que tomou emprestado. Foi em 1992, ano no qual o País se beneficiou de uma excelente safra agrícola e de preços de commodities em alta no mercado internacional, como lembra Bazoni, ressaltando ser este o nosso principal item da pauta de venda ao mercado externo.



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