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Músicos querem revoluçao na Internet


Raquel Alves
Do Diário OnLine

08/03/1999 | 12:00


Uma convençao em Nova York, nos Estados Unidos, neste fim de semana, discutiu uma questao atual, porém ainda obscura: a relaçao da música e da Internet. Participaram músicos, jornalistas e empresários.

As opinioes divergiram muito, segundo o jornal New York Times. A maioria, mais otimista, acredita que a web servirá para democratizar o mercado, oferecendo as músicas diretamente para os ouvintes. "A Internet possibilitou que as pessoas conseguissem o que elas queriam, da forma que queriam, sem censura", resumiu Steve Zucherman, ex-jornalista especializado em música que organizou o evento e planeja outro para agosto.

Chuck D, o líder dos rappers do Public Enemy, previu em seu discurso que em um futuro próximo "haverá um milhao de artistas para 500 mil gravadoras", acrescentando que "as maiores gravadoras nao ficarao obsoletas, mas terao de aprender a dividir".

As gravadoras, por sua vez, admitem essa realidade. "Acreditamos que a indústria fonográfica está falida. Precisamos mudar", diz Michael Robertson, chefe da MP3.com, que oferece em seu site músicas no formato MP3. Ele defende também o uso da rede pela rapidez da distribuiçao.

Artistas como Tom Petty, Alanis Morissette e Public Enemy já descobriram o filao da música na Internet. Apesar do download de suas músicas ser gratuito, eles usam técnicas de marketing para ganhar dinheiro, como pegar o e-mail de quem "baixa" a música e mandar mala direta quando um novo disco é lançado, ou dar link para a venda de ingressos para seus shows.

Apesar de os músicos defenderem a disponibilizaçao de músicas como mera   divulgaçao de seu trabalho, alguns céticos apontam a perda dos ganhos a longo prazo. Segundo eles, a distribuiçao arbitrária de música na Internet poderia tirar dos profissionais os lucros das vendas.

Outros participantes do encontro reclamaram da qualidade da música transmitida on-line, alegando que é inferior à dos CDs.

Por enquanto, sao só opinioes. As gravadoras e distribuidoras continuarao defendendo seus interesses, enquanto que os músicos vao se agarrar à divulgaçao de seu trabalho. Isso enquanto a música disponibilizada na Internet nao der prejuízo aos envolvidos. Neste dia, independentemente dos ideais, os dois lados voltarao a falar a mesma língua: a do dinheiro.



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Músicos querem revoluçao na Internet

Raquel Alves
Do Diário OnLine

08/03/1999 | 12:00


Uma convençao em Nova York, nos Estados Unidos, neste fim de semana, discutiu uma questao atual, porém ainda obscura: a relaçao da música e da Internet. Participaram músicos, jornalistas e empresários.

As opinioes divergiram muito, segundo o jornal New York Times. A maioria, mais otimista, acredita que a web servirá para democratizar o mercado, oferecendo as músicas diretamente para os ouvintes. "A Internet possibilitou que as pessoas conseguissem o que elas queriam, da forma que queriam, sem censura", resumiu Steve Zucherman, ex-jornalista especializado em música que organizou o evento e planeja outro para agosto.

Chuck D, o líder dos rappers do Public Enemy, previu em seu discurso que em um futuro próximo "haverá um milhao de artistas para 500 mil gravadoras", acrescentando que "as maiores gravadoras nao ficarao obsoletas, mas terao de aprender a dividir".

As gravadoras, por sua vez, admitem essa realidade. "Acreditamos que a indústria fonográfica está falida. Precisamos mudar", diz Michael Robertson, chefe da MP3.com, que oferece em seu site músicas no formato MP3. Ele defende também o uso da rede pela rapidez da distribuiçao.

Artistas como Tom Petty, Alanis Morissette e Public Enemy já descobriram o filao da música na Internet. Apesar do download de suas músicas ser gratuito, eles usam técnicas de marketing para ganhar dinheiro, como pegar o e-mail de quem "baixa" a música e mandar mala direta quando um novo disco é lançado, ou dar link para a venda de ingressos para seus shows.

Apesar de os músicos defenderem a disponibilizaçao de músicas como mera   divulgaçao de seu trabalho, alguns céticos apontam a perda dos ganhos a longo prazo. Segundo eles, a distribuiçao arbitrária de música na Internet poderia tirar dos profissionais os lucros das vendas.

Outros participantes do encontro reclamaram da qualidade da música transmitida on-line, alegando que é inferior à dos CDs.

Por enquanto, sao só opinioes. As gravadoras e distribuidoras continuarao defendendo seus interesses, enquanto que os músicos vao se agarrar à divulgaçao de seu trabalho. Isso enquanto a música disponibilizada na Internet nao der prejuízo aos envolvidos. Neste dia, independentemente dos ideais, os dois lados voltarao a falar a mesma língua: a do dinheiro.

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