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Iniciativas que preparam a entrada no mundo dos negócios

Crianças buscam alternativas para conseguir dinheiro e viabilizar a realização de seus desejos

Da Redação
27/11/2022 | 10:57
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André Henriques/DGABC


 Brinquedos, roupas, viagens, livros e até o lanche da cantina da escola. Tudo tem seu preço. E, embora a maioria das compras seja paga com cartão (de débito ou crédito) ou mesmo com pix, é preciso ter dinheiro. E é por isso que os adultos trabalham. Alguns são empregados, outros têm seus próprios negócios. 

As crianças normalmente têm as suas despesas pagas pelos pais. São eles que cuidam da alimentação, das roupas, da diversão e de tudo que os filhos precisam. E, algumas vezes, têm de dizer não a algum pedido porque não possuem recursos para poder comprar – fato que as crianças nem sempre entendem e até reclamam.

Por isso, algumas delas começam cedo a buscar alternativas para ganhar o próprio dinheiro. As amigas Helena Weipert, Beatriz Zaparoli e Natalie Cavignato, 10 anos, são um exemplo disso. Elas estudam no Colégio Harmonia, em São Bernardo, e moram no mesmo condomínio. Em 2018, viajaram juntas para Orlando, nos Estados Unidos, pela primeira vez, e amaram a viagem.

Gostaram tanto da experiência que, quando acabaram as férias, as meninas logo encontraram uma maneira para voltar para os Estados Unidos. Elas decidiram juntar dinheiro vendendo pulseirinhas. 

“A gente sempre viu as pessoas fazendo pulseirinhas. A Beatriz e a Nat tinham o kit e meu pai me deu um de presente também e começamos a fazer”, disse Helena.

“Quando a gente voltou da Disney, a gente pensou: por que não fazemos para vender e guardamos o dinheiro para poder viajar de novo?”', explicou Beatriz. 

O trio então começou a fazer anel, pulseira, colar, tornozeleira e até corrente para segurar máscaras. Os acessórios são vendidos entre R$ 2,50 a R$ 6. Elas vendem no próprio condomínio onde moram e aceitam encomendas dos colegas de escola.

As amigas conseguiram juntar R$ 500. Poderiam ter mais, se não fosse a pandemia. A chegada da Covid-19 atrapalhou o negócio. “Na pandemia, nos distanciamos um pouco, passei um tempo no Interior e acabamos deixando de lado, mas o nosso desejo é de continuar vendendo, porque queremos voltar para a Disney”, disse Helena.

As três sonham em ter o próprio negócio no futuro, mas em áreas diferentes.Helena quer ser arquiteta, Natalie não tem certeza, mas pensa em ser fotógrafa e Beatriz planeja ser veterinária. Todas querem empreender. “Meu pai é engenheiro e se eu for arquiteta ele disse que vai me ajudar”, disse Helena. 

“Se não der certo como veterinária, aí eu vou jogar futebol, porque eu amo o esporte”, disse Beatriz.

NA ESCOLA

Para complementar os estudos em educação financeira, as turmas do 5° ano do Colégio Harmonia foram desafiadas a participar de todo o processo que envolve a abertura de uma empresa. 

O Projeto Empresa Junior foi supervisionado pela professora Ângela Frois e tem o objetivo de trazer questionamentos e discussões sobre o dinheiro.

“Essas atividades com a mão na massa trazem muito mais sentido para essa geração de crianças. Conversamos como o dinheiro surgiu, discutimos se o dinheiro traz ou não felicidade, falamos sobre as possíveis formas de ganhar dinheiro, custos, impostos e, claro, sobre a importância de economizar e saber investir”, explicou Ângela.

A professora dividiu a sala em quatro grupos para que eles cuidassem de cada área de uma empresa: produto, planejamento, marketing e capital. “Nós criamos uma empresa chamada Inova Sports, de vestimentas e acessórios esportivos e agora estamos colocando no papel estratégias para divulgação, vamos aproveitar a Copa para criar uma propaganda bem legal”, disse Enzo Higa.

Nas aulas, a professora apresentou alguns sites aos estudantes, inclusive o do Sebrae, que ajudam o empreendedor a iniciar um negócio.

“O nosso trabalho é oferecer conhecimento aos nossos alunos, para que eles tenham essa noção do dinheiro desde cedo. As discussões são muito ricas e é muito importante que eles saibam que existem realidades diferentes das deles”, disse o diretor do Colégio, Edilson Bertucci.

“O dinheiro é poder de escolha. O estudo é uma forma de mudar o futuro de uma pessoa. Estimulando todo este conhecimento, fazemos com que eles cresçam autoconfiantes e certos que serão capazes de realizar seus sonhos”, disse a professora Ângela.<TL>




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