Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 15 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Marinho admite flexibilizar lei de cotas


Marcelo de Paula
Do Diário do Grande ABC

20/10/2007 | 07:00


O ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, afirmou que aceita discutir a flexibilização da lei de cotas para contratação de pessoas portadoras de deficiência física. A declaração foi dada sexta-feira, durante café da manhã com empresários na sede do Sincomercio ABC (Sindicato do Comércio do ABC), em Santo André.

De acordo com o artigo 93 da Lei 8.213 de 24 de julho de 1991, empresas com 100 ou mais funcionários estão obrigadas a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com a contratação de deficientes.

O problema, segundo os empresários, é que a lei trata todo mundo da mesma forma e não considera as particularidades de cada empregador.

Outra questão reclamada é com relação à dificuldade de encontrar portadores de deficiência com o nível de qualificação necessário.

Para o ministro Luiz Marinho, o tema é relevante e precisa ser melhor discutido.

“Com relação à qualificação dos deficientes, vou levar o tema ao Ministério do Trabalho que é o responsável por essa área”, comentou Marinho.

“Mas não vejo razão para discutir cotas. O que podemos fazer é flexibilizar as regras. Não há porque multar uma empresa que tenta contratar deficientes e não consegue”, finalizou.

Uma das sugestões de Marinho é que o sistema S (formado por entidades como Senai, Senac, Senat, Sesi, Sesc e Sest) seja o responsável pelo trabalho de qualificação dos portadores de deficiência.

Compromisso - O objetivo do café da manhã com o ministro, segundo o presidente do Sincomercio, José Carlos Buchala, era justamente obter esse compromisso de ampla discussão da lei de cotas para flexibilizá-la, já que as dificuldades não se limitam à qualificação.

“Há uma série de limitações na classificação de deficiência que inviabiliza contratações. Por exemplo, uma pessoa com 10% de visão não é considerada deficiente pelo INSS, ou seja, sua contratação não conta como cumprimento da cota. Porém, alguém nessas condições não pode atender num balcão ou dirigir um veículo”, disse Buchala.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;