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Vereadora de Sto.André ‘ilustra’ requerimentos


Teresa Pimenta
Do Diário do Grande ABC

04/09/2005 | 09:12


Com uma câmera fotográfica digital na mão e centenas de solicitações de moradores na cabeça, a vereadora Heleni de Paiva, do PT de Santo André, inovou na apresentação de indicações, requerimentos e ofícios, que agora são ilustrados. No lugar de descrever com palavras o estado de abandono de uma praça, por exemplo, os funcionários do gabinete vão até o local, clicam tudo e o dossiê é encaminhado ao Executivo para as devidas providências.

"A relação custo-benefício é muito boa, porque queimamos etapas", explica Heleni. "Antes de adotar o sistema de fotos e ilustrações, o pedido demorava mais para ser atendido", conclui. A inovação não custa nada aos cofres públicos. Heleni afirma que comprou a câmera em 10 prestações em uma grande rede de lojas. "Saiu do meu bolso".

Além de fotos, a equipe se vale de ilustrações. O pedido para mudar a mão de direção de uma rua, por exemplo, mostra em detalhes o fluxo de trânsito atual, além de todas as paralelas e transversais. No quarto mandato consecutivo, Heleni afirma que fez uma reflexão e percebeu que devia se atualizar. "A comunicação mudou, o mundo está mais visual", define.

A mudança começou a ser implantada há cerca de um mês e meio. A equipe de seis pessoas do gabinete, mais 10 voluntários do grupo de apoio ao mandato, tocam as tarefas. Os apoiadores percorrem os bairros para entregar questionários de casa em casa e recolhem os pedidos dos moradores. Com esse material nas mãos, vem a fase da vistoria, quando um dos funcionários do gabinete vai até o local para colher o máximo de informações possíveis. "Deixo claro sempre que eu não faço nada; quem faz é a Prefeitura", faz questão de esclarecer a vereadora.

Heleni rejeita o rótulo, comum aos vereadores, de "despachante de luxo". "Aqui não existe jeitinho para quem quer conseguir isso ou aquilo. Tenho um mandato para defender os moradores e fiscalizar o cumprimento da lei", afirma. Ela também nega que esteja invadindo as funções da Prefeitura com o trabalho de busca e vistoria das mazelas da cidade. "O Executivo não tem fôlego para ver tudo o que acontece. Por isso, precisa dos cidadãos para denunciar os problemas e o vereador tem de ajudar nessa tarefa", conclui.

O gabinete de Heleni gera cerca de 160 indicações e requerimentos ao mês. As indicações servem para os pedidos mais simples, como fechar um buraco de rua, e os requerimentos são para assuntos mais complexos, como a construção de uma galeria para coleta de esgoto. Ambos têm de ser analisados em plenário antes de seguir para a Prefeitura e são limitados a 10 por vereador a cada sessão. Além disso, há os ofícios, que são mandados diretamente para o Executivo e foram mais de 270 no ano passado.

Cada um dos processos é acompanhado até a solução definitiva. "Todos os que me procuram recebem uma resposta, mesmo que seja para dizer que não posso fazer nada", afirma Heleni. Não é à toa que seu local de trabalho é chamado pelos colegas de gabinete neurótico. "Na verdade é um trabalho técnico. O que eu menos faço aqui é política", revela.



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