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Israel ocupa áreas palestinas em represália a atentado


Das Agências

19/06/2002 | 08:37


Israel realizou na noite desta terça-feira novas incursões em várias cidades da Cisjordânia depois do atentado suicida que deixou 19 mortos em Jerusalém, e anunciou nesta quarta-feira uma política mais severa, que se traduzirá na reocupação dos territórios autônomos palestinos.

Israel examina a possibilidade de expulsar para o exterior autoridades palestinas em represália aos atentados suicidas, mas esta política não incluiria o presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat, segundo um alto funcionário israelense.

Este endurecimento acontece em um momento em que os israelenses e os palestinos esperam que o presidente americano George W. Bush revele sua estratégia para dar um novo impulso às negociações de paz no Oriente Médio.

Um dirigente israelense disse que este discurso, cuja data exata nunca foi anunciada, havia sido adiado e que poderá, inclusive, ser cancelado.

Depois do ataque desta terça-feira, o gabinete restrito israelense havia se reunido ao longo da madrugada, depois do que o gabinete do primeiro-ministro Ariel Sharon publicou um comunicado no qual assinala que "Israel mudará sua maneira de reagir aos atos mortíferos de terroristas".

"Condenamos a agressão e a escalada israelense contra nossas cidades, a Autoridade Palestina e o povo palestino, que fazem parte do plano destinado a destruir nossas instituições", expressou, por sua parte, a direção palestina. "Continuaremos com nossos esforços para promover o processo de paz, que é nossa opção estratégica", acrescenta o comunicado.

O exército israelense, apoiado por tanques, blindados e helicópteros, ocupou de novo a cidade e o acampamento de refugiados de Jenin, e a cidade de Kalkiliya (norte da Cisjordânia). Os militares, que haviam ocupado Nablus, começaram a se retirar desta cidade, indicou um porta-voz militar.

Pela primeira vez desde o começo da construção de um muro de proteção ao longo da Cisjordânia, os palestinos fizeram explodir esta quarta-feira uma bomba e dispararam contra os policiais que supervisionam as obras, indicou a rádio militar.

Um comando palestino fez explodir uma bomba à passagem de uma patrulha de guardas de fronteira encarregada de proteger os operários que trabalham no local para nivelar o terreno no setor de Kfar Salem, uma aldeia árabe israelense.

Depois foram registrados intensos tiroteios, sem que houvesse feridos do lado israelense, acrescentou a emissora.



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