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EUA reforçam suas tropas em Bagdá para evitar guerra civil


Da AFP

06/08/2006 | 10:53


O Exército dos Estados Unidos está enviando reforços a Bagdá para restabelecer a segurança na capital, onde milhares de pessoas morreram desde início do ano em atos de violência étnica e religiosa, que colocaram o Iraque a um passo de uma guerra civil.

"Cerca de 3,7 mil soldados da 172ª Brigada de Infantaria 'Stryker' serão enviado do norte do país a Bagdá", anunciou o tenente coronel Barry Johnson, porta-voz do Exército americano.

Os reforços chegarão de Mossul, a norte da capital, onde estão há um ano. Os Estados Unidos prolongaram a missão destes soldados por mais quatro meses e eles se juntarão aos 50 mil militares americanos e iraquianos em Bagdá encarregados da operação "Juntos adiante".

Este plano, lançado em meados de junho pelo primeiro-ministro Nuri Al-Maliki para restabelecer a segurança na capital, por enquanto é um fracasso. Bagdá sofre atualmente 70 ataques por dia. Com isso, os altos responsáveis americanos tiveram de admitir abertamente o risco de uma guerra civil.

"As violências sectárias ocorrem hoje mais do que nunca, em particular em Bagdá e, se não pararem, é possível que o Iraque se afunde em uma guerra civil", disse o general John Abizaid, chefe do comando central americano (Centcom), que supervisiona as operações militares no país.

Ao mesmo tempo, o exército americano reconheceu pela primeira vez que a Al Qaeda no Iraque, até há pouco seu inimigo número um na zona, representa agora uma ameaça secundária diante dos enfrentamentos religiosos.

"O peso da rede terrorista diminuiu significativamente desde a morte de seu líder no país árabe, Abu Mussab al Zarqawi, assassinado num ataque aéreo americano em junho", afirmou quinta-feira o general Abizaid em Washington. "Creio que agora são mil militantes", disse.

A administração Bush insistiu durante muito tempo em associar a violência no Iraque à Al Qaeda, mas os observadores duvidam que o grupo terrorista desempenhe um papel primordial no país e acusam o Pentágono de passar uma imagem falsa da situação.

O influente senador democrata Ted Kennedy apresentou quarta-feira passada uma petição para a atualização da evolução da situação no Iraque. A última data de julho de 2004.



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EUA reforçam suas tropas em Bagdá para evitar guerra civil

Da AFP

06/08/2006 | 10:53


O Exército dos Estados Unidos está enviando reforços a Bagdá para restabelecer a segurança na capital, onde milhares de pessoas morreram desde início do ano em atos de violência étnica e religiosa, que colocaram o Iraque a um passo de uma guerra civil.

"Cerca de 3,7 mil soldados da 172ª Brigada de Infantaria 'Stryker' serão enviado do norte do país a Bagdá", anunciou o tenente coronel Barry Johnson, porta-voz do Exército americano.

Os reforços chegarão de Mossul, a norte da capital, onde estão há um ano. Os Estados Unidos prolongaram a missão destes soldados por mais quatro meses e eles se juntarão aos 50 mil militares americanos e iraquianos em Bagdá encarregados da operação "Juntos adiante".

Este plano, lançado em meados de junho pelo primeiro-ministro Nuri Al-Maliki para restabelecer a segurança na capital, por enquanto é um fracasso. Bagdá sofre atualmente 70 ataques por dia. Com isso, os altos responsáveis americanos tiveram de admitir abertamente o risco de uma guerra civil.

"As violências sectárias ocorrem hoje mais do que nunca, em particular em Bagdá e, se não pararem, é possível que o Iraque se afunde em uma guerra civil", disse o general John Abizaid, chefe do comando central americano (Centcom), que supervisiona as operações militares no país.

Ao mesmo tempo, o exército americano reconheceu pela primeira vez que a Al Qaeda no Iraque, até há pouco seu inimigo número um na zona, representa agora uma ameaça secundária diante dos enfrentamentos religiosos.

"O peso da rede terrorista diminuiu significativamente desde a morte de seu líder no país árabe, Abu Mussab al Zarqawi, assassinado num ataque aéreo americano em junho", afirmou quinta-feira o general Abizaid em Washington. "Creio que agora são mil militantes", disse.

A administração Bush insistiu durante muito tempo em associar a violência no Iraque à Al Qaeda, mas os observadores duvidam que o grupo terrorista desempenhe um papel primordial no país e acusam o Pentágono de passar uma imagem falsa da situação.

O influente senador democrata Ted Kennedy apresentou quarta-feira passada uma petição para a atualização da evolução da situação no Iraque. A última data de julho de 2004.

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