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CUT lança estratégia para reforçar atuação em SP


Frederico Rebello Nehme e Marcelo Moreira
Do Diário do Grande ABC

13/01/2005 | 16:41


A CUT (Central Única dos Trabalhadores) inicia nesta quinta-feira em Ribeirão Pires, com a criação da Federação dos Trabalhadores em Seguridade Social do Estado de São Paulo, uma estratégia de reforço de sua presença institucional e aumento da força política no Estado. O processo também envolve a fundação de uma federação estadual dos químicos.

Além de incrementar a sua atuação política, a CUT pretende com a federação da seguridade social organizar um segmento disperso e pulverizado e que reúne 500 mil trabalhadores – 20 mil no Grande ABC – em oito categorias diferentes.   O congresso de fundação da federação reunirá cerca de 200 sindicalistas até sábado no Hotel Estância do Pilar para definir seu primeiro presidente. A nova entidade representará trabalhadores dos setores da saúde pública e privada, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, previdenciários e funcionários da Febem.

“Com a criação da federação para a seguridade social, reuniremos em uma mesma entidade categorias que têm problemas em comum mas possuem negociações em períodos diferentes com sindicatos patronais distintos, incluindo o poder público”, afirma o presidente estadual da CUT, Edilson de Paula.

A nova articulação da CUT está sendo utilizada para adequar a atual estrutura de representação dos trabalhadores em São Paulo à proposta de reforma sindical que está sendo analisada no Congresso. “Precisamos ter uma representação mais forte, uma central sindical mais ativa para conseguirmos nos adaptar à reforma”, afirma Edilson.

Para o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Saúde do ABC, Valdir Tadeu David, um dos organizadores do congresso de Ribeirão Pires, a federação da área de seguridade social poderá unificar a pauta de reivindicações de todas as categorias, mesmo que possuam data-base em meses diferentes.

“Parte desses trabalhadores tem data-base em maio e parte em setembro, o que distancia naturalmente suas pautas trabalhistas. Com a federação, teremos fôlego e força política para manter as mesmas reivindicações ao longo do ano”, afirma.

A CUT já possui a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, que representa 1,4 milhão de trabalhadores representados em cerca de 176 sindicatos. No Estado de São Paulo, a central conta com cinco federações estaduais: metalúrgicos, servidores públicos municipais, urbanitários, professores da rede pública estadual e trabalhadores de empresas de crédito (categoria que inclui os bancários).

Para Edilson de Paula, presidente estadual da CUT, a estrutura sindical precisa se modernizar, e de forma rápida. “Temos de ganhar mais mobilidade com a nossa estrutura para representarmos efetivamente os interesses de trabalhadores de diferentes categorias. Quanto mais federações tivermos, desde que devidamente representadas em nossa base no Estado de São Paulo, melhores resultados teremos nas campanhas trabalhistas.”



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