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Aborígenes ameaçam guerra civil durante Jogos Olímpicos


Do Diário do Grande ABC

05/09/2000 | 09:39


Murrandoo Yanner, um dos líderes ativistas pro-aborígenes, advertiu nesta terça-feira sobre a possibilidade de uma guerra civil se for feito algum disparo contra qualquer aborígene durante os Jogos Olímpicos.

Os ativistas aborígenes anunciaram, ainda, que têm previstas numerosas manifestaçoes de protesto, algumas delas nao autorizadas, durante os Jogos.

Yanner disse que espera que milhares de aborígenes participem nos protestos, com os quais querem chamar a atençao do mundo sobre a situaçao desfavorecida dos povos indígenas da Austrália.

O líder aborígene afirmou que as novas leis antiterroristas, que permitem ao exército disparar para matar em caso de um ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos, sao ``lamentáveis'' e que podem provocar uma ``guerra civil'' no caso de disparos contra os manifestantes.

``Sao leis asquerosas e a última coisa de que o exército precisa é de uma guerra civil na Austrália. Se matarem algum aborígene, nao acho que ninguém do exército esteja a salvo'', disse Yanner. ``Será melhor que o exército nao dispare contra os aborígenes, porque teriam de retirar todos os seus soldados do Timor Leste e permanecer em alerta na Austrália. Os aborígenes nao aceitariam uma agressao, contra a qual reagiriam rapidamente e de forma armada'', adiantou.

Yanner, em uma entrevista concedida à Australian, criticou também os aborígenes moderados que defendem uma posiçao conciliadora com os brancos. Afirmou que aqueles aborígenes que colaboram com o Governo australiano distraem a atençao sobre as questoes principais, que considera sao: o reconhecimento pelo Governo australiano dos danos históricos causados aos indígenas e a soberania para este povo.

Jenny Munro, organizadora do protesto oficial autorizado pelo governo, que se realizará nos arredores do aeroporto de Sydney entre 10 e 14 próximos, afirmou que sua intençao é chamar a atençao sobre a desinformaçao por parte do governo australiano das condiçoes de vida dos aborígenes e pedir que o Governo reconheça publicamente os prejuízos causados à comunidade étnica local.

Yanner defendeu protestos ilegais, considerando que sao os únicos eficientes. Bob Carr, presidente de Nova Gales do Sul, Estado em que se realizarao os Jogos, disse no último domingo que haverá manifestaçoes aborígenes, mas que acredita que os líderes indígenas serao sensatos e nao se arriscarao a perder o apoio público com que contam realizando protestos violentos.



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Aborígenes ameaçam guerra civil durante Jogos Olímpicos

Do Diário do Grande ABC

05/09/2000 | 09:39


Murrandoo Yanner, um dos líderes ativistas pro-aborígenes, advertiu nesta terça-feira sobre a possibilidade de uma guerra civil se for feito algum disparo contra qualquer aborígene durante os Jogos Olímpicos.

Os ativistas aborígenes anunciaram, ainda, que têm previstas numerosas manifestaçoes de protesto, algumas delas nao autorizadas, durante os Jogos.

Yanner disse que espera que milhares de aborígenes participem nos protestos, com os quais querem chamar a atençao do mundo sobre a situaçao desfavorecida dos povos indígenas da Austrália.

O líder aborígene afirmou que as novas leis antiterroristas, que permitem ao exército disparar para matar em caso de um ataque terrorista durante os Jogos Olímpicos, sao ``lamentáveis'' e que podem provocar uma ``guerra civil'' no caso de disparos contra os manifestantes.

``Sao leis asquerosas e a última coisa de que o exército precisa é de uma guerra civil na Austrália. Se matarem algum aborígene, nao acho que ninguém do exército esteja a salvo'', disse Yanner. ``Será melhor que o exército nao dispare contra os aborígenes, porque teriam de retirar todos os seus soldados do Timor Leste e permanecer em alerta na Austrália. Os aborígenes nao aceitariam uma agressao, contra a qual reagiriam rapidamente e de forma armada'', adiantou.

Yanner, em uma entrevista concedida à Australian, criticou também os aborígenes moderados que defendem uma posiçao conciliadora com os brancos. Afirmou que aqueles aborígenes que colaboram com o Governo australiano distraem a atençao sobre as questoes principais, que considera sao: o reconhecimento pelo Governo australiano dos danos históricos causados aos indígenas e a soberania para este povo.

Jenny Munro, organizadora do protesto oficial autorizado pelo governo, que se realizará nos arredores do aeroporto de Sydney entre 10 e 14 próximos, afirmou que sua intençao é chamar a atençao sobre a desinformaçao por parte do governo australiano das condiçoes de vida dos aborígenes e pedir que o Governo reconheça publicamente os prejuízos causados à comunidade étnica local.

Yanner defendeu protestos ilegais, considerando que sao os únicos eficientes. Bob Carr, presidente de Nova Gales do Sul, Estado em que se realizarao os Jogos, disse no último domingo que haverá manifestaçoes aborígenes, mas que acredita que os líderes indígenas serao sensatos e nao se arriscarao a perder o apoio público com que contam realizando protestos violentos.

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