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Petrobras reduz preço do diesel e litro deve cair R$ 0,18 no posto

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após quatro aumentos consecutivos no ano, petrolífera anuncia queda que acompanha a retração do custo internacional do barril do petróleo


Beatriz Mirelle
Especial para o Diário

05/08/2022 | 08:40


Após quatro aumentos ao longo deste ano, o preço do diesel terá a primeira diminuição a partir de hoje. O valor médio para as refinarias passará de R$ 5,61 para R$ 5,41 por litro – redução de R$ 0,20, de acordo com a Petrobras. Na bomba, os consumidores poderão encontrar o combustível R$ 0,18 mais em conta – no Grande ABC, o custo médio do combutível deve chegar a R$ 7,11.

A estatal divulgou que a mudança é em decorrência ao equilíbrio com o mercado global. “Essa retração acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, (...) mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.”

A parcela da Petrobras cairá, em média, de R$ 5,05, para R$ 4,87 a cada litro vendido na bomba.

Adriano Depentor, presidente do conselho superior e de administração do Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), exalta que o diesel é fundamental para a produção nacional. “Os constantes aumentos não dão ao transportador previsibilidade de custo. (A redução) Ainda não é o valor ideal, mas já é um respiro.”

Com a guerra entre Rússia e Ucrânia, que começou em 24 de fevereiro, os valores do petróleo no Exterior disparam. Depois de Estados Unidos e Arábia Saudita, a Rússia está entre os maiores produtores do insumo.

Agora, quase seis meses depois, o barril de petróleo Brent, com previsão de chegada para outubro, está com o menor valor desde 18 de fevereiro, período anterior ao conflito armado. Ontem, fechou em US$ 94,12, representando queda de 2,75%. Convertendo para o real, indica R$ 490,55.

“Já tivemos uma série extraordinária de aumentos. A diminuição é bem-vinda, mas ainda falta muito para ajudar a classe de cegonheiros. No ano passado, dava para abastecer por R$ 4. Agora, tem lugar que cobra R$ 7,50”, pontua Douglas Silva, vice-presidente do Sinaceg (Sindicato Nacional dos Cegonheiros), com sede em São Bernardo. Ele afirma que o diesel pode representar até 60% dos gastos do setor. “Os tanques variam entre 5.000 a 8.000 litros. Dependendo das viagens, tem trabalhador que gasta R$ 35 mil por mês só no posto.”

O combustível tira, em média, R$ 2.000 do ganho mensal do Joseildo da Silva, 68 anos, morador do Jardim Primavera, em Mauá, que trabalha há oito anos com transporte escolar. “Era mais barato que a gasolina. Aumentou muito nos últimos tempos, principalmente desde janeiro. Não compensa. Já encontrei por R$ 8 na região. Onde abasteço, pago R$ 7. Diminuir R$ 0,20 não é suficiente”, diz.

O diesel aumentou 8,08% em janeiro; 24,9% em março; 8,87% em maio; e 14,2% em junho. No Grande ABC, o preço médio do combustível na última semana foi de R$ 7,29, segundo dados analisados pelo IPTC (Instituto Paulista de Transporte de Cargas), parceiro do Setcesp. 



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