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Ataque conjunto deixa 4 israelenses mortos na Faixa de Gaza


Do Diário OnLine
Com AFP

08/06/2003 | 16:59


Quatro israelenses, entre eles soldados, morreram e outros quatro ficaram feridos em um ataque perpetrado neste domingo de manhã contra um posto de controle da estrada entre a Faixa de Gaza e Israel. O ataque foi realizado por três palestinos, que morreram com os tiros de resposta dos soldados. O ataque foi reivindicado em um comunicado conjunto, algo sem precedentes, por três grupos armados palestinos: pelos braços armados do Hamas, da Jihad Islâmica e de um grupo ligado ao Fatah, do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.

Horas mais tarde, dois palestinos armados morreram atingidos por disparos de soldados israelenses em Hebron, no sul da Cisjordânia, após um ataque no qual um israelense morreu, informou a rádio pública israelense. Até agora o exército israelense não se manifestou. O agrupamento tinha imposto o toque de recolher na cidade depois que um guarda-fronteiras israelense ficou ferido por tiros palestinos, segundo fontes militares.

Em Gaza, os três palestinos, vestidos com uniformes do Exército israelense, entraram no setor aproveitando a neblina matinal, segundo a rádio pública israelense. "Esta operação foi realizada por Mohamed Abu Beid (de 21 anos) membro das Brigadas Ezzedin Al Qasam (braço armado do Hamas), Mussa Sjawil (22 anos) das Brigadas al-Aqsa (grupo armado ligado ao Fatah) e Rami El Bek (22 anos) das Brigadas Al-Qods (braço armado da Jihad Islâmica)", segundo o comunicado recebido pela AFP.

Em reação às mortes de israelenses, o Exército impôs um forte bloqueio à Faixa de Gaza, na passagem fronteiriça de Erez. Com a medida, muitos palestinos foram impedidos de ir trabalhar em Israel.

Estes ataque acontecem depois de uma reunião, no sábado à noite, em Gaza, entre a Jihad Islâmica, o Hamas, a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e a Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP). Após o encontro, os grupos anunciaram que continuariam com a Intifada armada.

"Decidimos continuar a Intifada armada, já que não aceitamos as conclusões da Cúpula de Ácaba, onde a resistência foi colocada como terrorismo", disse à AFP Mohamed Al Hindi, um dos líderes da Jihad Islâmica.

Em Ácaba, o primeiro-ministro palestino se pronunciou a favor da "desmilitarização da Intifada" e se comprometeu a iniciar a luta contra o "terrorismo e a violência sob todas suas formas contra os israelenses".

Por outro lado, na noite de sábado um palestino armado morreu devido a disparos de uma patrulha israelense na altura do posto de controle de Kissufim, entre a Faixa de Gaza e Israel, segundo uma fonte militar israelense. Este palestino pertencia às Brigadas dos Mártires al-Aqsa, segundo um comunicado do grupo.

Com os novos incidentes violentos, aumenta o número de mortos para 3.288 desde o começo da Intifada em setembro de 2000, 2.482 palestinos e 746 israelenses.



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