Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 11 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Lorena Comparato faz desabafo e revela que sofreu assédio em ambiente familiar



06/07/2022 | 12:10


Falar sobre traumas quase nunca é uma tarefa fácil, principalmente quando se trata de algo carregado por anos no subconsiente. Mesmo com todos os impecilhos, Lorena Comparato decidiu abrir seu coração em entrevista para a revista Marie Claire e revelou que foi assediada por um familiar.

Atualmente, a atriz está trabalhando na série Não Foi Minha Culpa, o Star+. A trama é muito especial para Lorena, pois busca discutir o feminicídio. Um tema que ela acredita ser importante estar em ambientes de debate.

Somos todas sobreviventes do assédio. É muito difícil ter uma mulher que nunca sofreu assédio. E quem disser que nunca sofreu, pode começar a investigar que vai ver que muita coisa que viveu era assédio, sim. Eu faço terapia justamente para viver com essas dores e conseguir falar sobre o assunto. E acho importante dizer que o assédio, a violência, não acontece só na rua. Acontece em ambiente familiar, dentro de casa

Sobre seus próprio traumas, ela conta:

Eu já tive experiências assim na minha vida, não foram legais. Você acha que a sua família é um lugar que você pode ter muita confiança. E eu, hoje em dia, sou muito desconfiada com tudo por causa disso. Porque já sofri assédio sexual dentro da minha família. É muito complicado falar disso, porque era uma coisa que eu não sabia que era assédio. Eu nunca falei disso antes. [...] O que eu vivi foi uma pessoa que, durante muitos anos da minha vida, começou muito jovem, sempre passou a mão em mim. Passava a mão, pedia para ver meu corpo. Eu não sabia que isso era assédio, nunca soube. Era mascarado como carinho, mesmo eu não gostando e dizendo não. Foi há pouco tempo, durante a pandemia, que essa ficha caiu. E quem me ajudou muito foram as minhas amigas.

Lorena também revelou que não tem mais contato com o abusador, mas que ainda carrega as sequelas do abuso.

Eu escolhi me distanciar porque é melhor para mim. Eu acho que os agressores, em geral, não têm ideia de como isso contamina sua vida. Muitas coisas da minha vida foram contaminadas, inclusive a minha vida sexual. Estou em tratamento intenso para não permitir que isso aconteça, que invada minha vida de uma forma tão nefasta. Virou quase que minha meta ser feliz, passar por cima disso.Não quero viver num lugar de vítima que a sociedade insiste em nos colocar. De frágil, coitadinha. Eu quero ser sobrevivente, eu quero falar desse assunto. Mas também acho uma dificuldade falar contra uma pessoa da sua família. Um homem mais velho. Ou você falar contra um diretor, um produtor. Seu pai, seu padrasto. De uma figura mais poderosa. Porque em muitos lugares, crianças, adolescentes e jovens denunciam esse tipo de assédio e as pessoas em volta não acreditam, ficam na dúvida. Acham que a criança está mentindo, que aquilo foi uma brincadeira.Meus pais sabem [do ocorrido]. Minha mãe sabe bastante, meu pai sabe também mas não dos detalhes. Foi muito difícil para eles.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;