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Pá de cal


Do Diário do Grande ABC

05/07/2022 | 23:59


Decisão da Justiça obriga a AD São Caetano, um dos braços do que um dia representou imenso orgulho futebolístico do Grande ABC, a devolver para a Prefeitura o espaço onde funcionava a sua sede social, no bairro São José. Sentença assinada pelo juiz Sérgio Noboru Sakagawa diz que sua ordem tem se ser cumprida imediatamente, manchando indelevelmente uma das mais bonitas histórias esportivas da região. O derradeiro episódio da saga do Azulão expõe o efeito deletério do constante e longo desentendimento entre clube e governo municipal, que remonta há anos.


Para a torcida e os amantes do futebol, ficam a saudade dos áureos tempos e a tristeza absoluta pela decadência de um dos principais símbolos da região. Fundado em 4 de dezembro de 1989 por um grupo liderado pelo juiz Luiz Olinto Tortorello (1937-2004), o São Caetano se tornou um dos clubes de futebol profissional mais admirados não só do Grande ABC, mas de todo o Brasil. Em 2002 atingiu o auge, quando, sob comando do técnico Jair Picerni, sagrou-se vice-campeão da Libertadores da América.


O sucesso dentro de campo, todavia, não se reproduzia nos bastidores. Briga acirrada entre dirigentes do próprio clube e destes com a administração municipal resultou na separação dos departamentos social e de futebol, um capítulo que pode ser classificado como o início da derrocada. De campeão paulista (2004) e duas vezes vice-campeão do Brasileiro da Primeira Divisão (2000 e 2001), o São Caetano começou a acumular fracassos e descensos – atualmente, não disputa nenhuma das quatro séries do torneio nacional, diferentemente de seus principais rivais regionais, Ramalhão e Tigre.


Enquanto a pá de cal é jogada sobre o Azulão – ao qual muitos já se referem como Azulinho –, lideranças regionais festejam conquistas de seus times de coração, os chamados grandes do Estado, como Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos. Nada contra. Mas cabe a pergunta: na falta dos seus próprios torcedores, quem é que vai empurrar, das arquibancadas ou dos gabinetes, os times do Grande ABC? 



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