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Governo proíbe aumento na tarifa de pedágios no Estado

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com a medida, as praças das rodovias Anchieta e Imigrantes seguem com valor de R$ 30,20 até 2023


Thainá Lana

01/07/2022 | 08:03


O governo do Estado anunciou ontem que não haverá reajuste nos pedágios das rodovias estaduais neste ano. Segundo a Secretaria de Estado de Logística e Transportes, a medida de congelamento das tarifas considerou a atual crise econômica do País, além da constante alta dos preços, em especial dos combustíveis. Na região, a iniciativa afeta principalmente o Sistema Anchieta-Imigrantes (São Bernardo e Diadema) e os trechos Sul (Santo André, São Bernardo e Mauá) e Leste (Ribeirão Pires e Mauá) do Rodoanel Mário Covas.

Novos valores entrariam em vigor a partir de hoje e a atualização prevista seria de 10,72% do IGPM (Índice Geral de Preços – Mercado) a 11,73% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) – dependendo do indicador do contrato de concessão – para perdas inflacionárias ocorridas nos últimos 12 meses (de junho de 2021 a maio de 2022).

Com os valores atuais, um morador de Santo André que trabalha na Baixada Santista e utiliza as rodovias Anchieta ou Imigrantes paga por dia R$ 30,20 de pedágio, totalizando R$ 664,40 no mês (considerando os 22 dias úteis). Se o reajuste fosse estabelecido conforme previsto, essa mesma pessoa passaria a gastar mensalmente com tarifas de pedágio cerca de R$ 743,60 – diferença de R$ 79,20 no mês.

O professor de finanças e controle gerencial da Coppead /UFRJ (Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Rodrigo Leite, pontuou que a medida já foi adotada anteriormente em outros Estados, inclusive na linha amarela (Avenida Governador Carlos Lacerda) do Rio de Janeiro e que a decisão ajuda economicamente os usuários que utilizam frequentemente as rodovias. “Porém, é importante destacar que esse congelamento é válido apenas para o ano vigente, então pode ocorrer como no caso do transporte público, em que os valores ficaram congelados por um tempo, mas que no futuro o reajuste seja proporcional a todo o período”, alertou.

Além dos usuários, o congelamento também afeta as empresas de transportes e os contratantes, conforme explica Fábio Brigidio, diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Grande ABC. “Em média, o pedágio das rodovias de São Paulo chegam de 10% ou 15% do custo operacional do transporte, dependendo da distância, veículo e rodovia. Todo preço que você segura é importante, principalmente no atual momento que estamos vivendo. O aumento dos valores teria impacto direto nos valores do frete final das entregas”, destacou o diretor.

Além disso, a Secretaria de Logística e Transportes e a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) criarão uma nova política estadual para as rodovias concessionadas paulistas para buscar soluções que não prejudiquem a população e os setores que dependem do transporte pelas rodovias, mas também que atenda os contratos assinados com as 18 concessionárias responsáveis por administras as estradas do Estado.  



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