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Tropas ucranianas podem abandonar cidade no leste do país, diz líder regional



28/05/2022 | 09:52


As forças da Ucrânia podem precisar se retirar da estrategicamente importante cidade de Severodonetsk, disse uma autoridade local, depois que tropas apoiadas pela Rússia fizeram novos avanços na batalha pelo controle da região de Donbass, no leste do país.

Autoridades ucranianas negaram que os russos tenham cercado a cidade, mas disseram que as forças de defesa podem em breve ser forçadas a recuar, enquanto ainda houver uma saída. A cidade está entre os últimos grandes redutos ucranianos em Luhansk, que junto com Donetsk compõe a região de Donbass, na qual Moscou focou sua campanha militar depois de retirar suas forças do centro da Ucrânia.

"O exército russo está destruindo a cidade, bombardeando-a com tanques, artilharia e morteiros", disse o governador da província de Luhansk, Serhiy Haidai, à televisão ucraniana na manhã deste sábado.

Na noite anterior, ele disse que as forças russas haviam tomado o complexo de resorts de Myr, no extremo norte de Severodonetsk, mas esperava que os ucranianos pudessem defender a cidade por pelo menos mais alguns dias. "Para não serem cercadas, nossas tropas podem receber ordens para recuar", disse.

Haidai descreveu a situação como terrível para os civis em Severodonetsk. A estrada que sai da cidade em direção ao território ucraniano não era mais transitável para caminhões, disse, e os carros estavam sendo atingidos por balas enquanto dirigiam. Quase todos os moradores que restaram na cidade estavam em porões ou abrigos antiaéreos, sem eletricidade, gás ou água encanada, contou. A maioria dos 100 mil residentes da cidade já fugiu.

Também no sábado, a Rússia bombardeou a cidade portuária de Mykolayiv, no sul, de acordo com postagens feitas pelo prefeito Oleksandr Senkevych nas mídias sociais. Ele disse que um número desconhecido de civis foi morto no ataque.

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov, disse neste sábado, em um briefing, que a cidade de Lyman, na região de Donetsk, estava completamente sob controle das forças armadas do país. A inteligência britânica descreveu Lyman como local estratégico em um importante entroncamento ferroviário e ponto de acesso a pontes ferroviárias e rodoviárias sobre o rio Siverskyi Donets.

Denis Pushilin, chefe da autodeclarada República Popular de Donetsk, apoiada pela Rússia, disse à mídia estatal russa nesta semana que, se Luhansk e Donetsk fossem capturados, um referendo seria realizado, de acordo com uma atualização da inteligência britânica divulgada no sábado.

Também neste sábado, a Rússia tomou medidas para aumentar o número de tropas para sua campanha militar, que deixou suas forças armadas com pesadas baixas. O presidente Vladimir Putin assinou uma lei que anula o limite máximo de idade para o alistamento militar. Anteriormente, apenas russos de 18 a 40 anos e estrangeiros de 18 a 30 anos eram autorizados a se alistar. A nova lei facilitaria o recrutamento de especialistas, incluindo aqueles com expertise em medicina e engenharia, disseram legisladores russos.



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