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Ibovespa ignora alta de NY e cai à mínima a 111,7 mil pontos, de olho em Petrobras



27/05/2022 | 11:24


Apesar das máximas em Nova York, o Ibovespa voltou a transitar na faixa dos 111 mil pontos, renovando mínimas. Até chegou a alcançar 112.202,71 pontos (alta de 0,28%), mas perdeu força. As bolsas norte-americanas sobem com investidores avaliando o índice PCE de inflação, que levou à leitura de que o Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos) continuará "dovish" nas duas próximas reuniões.

De um lado, o declínio das ações da Petrobras empurra o índice para baixo. Em contrapartida, os papeis ligados a commodities metálicas sobem, de olho em medidas de estimulo na China.

"Enquanto aqui houve valorização nas últimas semanas, teve perda em Nova York, com os principais drivers sendo ações de tecnologia e reversão da curva de juros, indicando um baita aperto do Fed. Agora, há uma mudança, com ações que caíram muito, subindo lá. Aqui, a China é o grande driver", avalia Joaquim Sampaio, gestor de juros e moedas da RPS Capital.

Sampaio pondera que os riscos políticos na Petrobras seguem no radar, limitando o Ibovespa. Às 11h05, cedia 0,19%, na mínima, aos 111.679,76 pontos. As ações da estatal cediam 3,17% (PN) e 2,27% (ON), enquanto Vale subia 1,39%. Vale lembrar que na segunda-feira, as bolsas americanas fecham por conta de feriado.

Hoje, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), sugeriu que o governo venda as ações da Petrobras e deixe de ser acionista majoritário da empresa.

O mercado ainda monitora o resultado da pesquisa Datafolha. O levantamento aponta que, se as eleições fossem hoje, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria presidente atual, Jair Bolsonaro (PL), ainda no primeiro turno

Apesar da valorização do minério de ferro na China, dados de abril da indústria chinesa retratam os efeitos dos lockdowns para conter a atual onda de covid-19 por lá. De um lado, este cenário sugere que a retomada das atividades não será tarefa fácil. De outro, indica aumento da demanda. Já o índice de preços dos gastos com consumo, conhecido por PCE, informado há pouco, em uma primeira leitura, leva ao entendimento de que o Fed subirá o juro em meio ponto porcentual nos próximos dois encontros pelo menos.

De forma geral, os resultados do PCE vieram conforme o esperado, mostrando alguma desaceleração inflacionária, avalia Dennis Esteves, especialista em renda variável da Blue3. Segundo ele, o desempenho do indicador vai na linha da interpretação do PIB dos EUA do primeiro trimestre, informado ontem, e da ata do Fed, no dia anterior.

"Sugere que o Fed não deve subir o juro em 0,75 ponto", avalia Esteves, acrescentando que isso pode estimular a ponta compradora na Bolsa, com investidores aproveitando principalmente as pechinchas. "Há ativos que estão com preços descontados."

Ainda conforme Esteves, o teto de 17% para a alíquota do ICMS para preços de combustíveis/energia ainda tende a influenciar positivamente na Bolsa, a despeito do reajuste de planos de saúde individuais em 15,5% pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Se de um lado o aumento pode pressionar para baixo ações ligadas ao ciclo econômico, no sentido de elevar ainda mais as pressões inflacionárias. Em contrapartida, pode ter influência de alta em papeis de operadoras de saúde. No entanto, vale ponderar que essas ações têm participação moderada na composição do principal indicador da B3.

Ainda ficam no radar os papeis da Eletrobras, em meio ao processo de capitalização da empresa.



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