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Entidade emite alerta para falta de diesel nos postos a partir de junho

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Safra agrícola e retomada do consumo pós-Covid geram demanda


Da Redação

25/05/2022 | 09:29


A FUP (Federação Única dos Petroleiros) alerta que o Brasil corre o risco de desabastecimento de óleo diesel no início do segundo semestre, em função da prevista escassez de oferta no mercado internacional e do baixo nível dos estoques mundiais.

Apesar de ser autossuficiente na produção de petróleo, o Brasil importa atualmente cerca de 25% de suas necessidades de diesel no mercado interno, de acordo com a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível), devido à baixa utilização das refinarias brasileiras e a não conclusão de obras importantes no setor.

A demanda brasileira pelo produto tende a aumentar a partir de junho com a safra agrícola, a maior circulação de caminhões e a esperada retomada do consumo no período pós-pandemia da Covid-19.

Segundo a FUP, a dependência pelo produto importado revela o equívoco da política do governo Bolsonaro, que não criou novas refinarias, reduziu investimentos no setor do refino e decidiu vender unidades da Petrobrás. “Uma política de desmonte que, com base na política de preço de paridade de importação de combustíveis, contribuiu para a escalada da inflação, atualmente em 12% ao ano”, afirma o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Ele destaca que o fornecimento de diesel tornou-se tema de grave preocupação desde que as sanções contra a Rússia alteraram o comércio de combustível. “A Índia está produzindo diesel com petróleo russo e exportando para a Ásia e Brasil. Porém, grande parte do diesel importado pelo Brasil, cerca de 80%, é fornecido pelos Estados Unidos, que estão mandando muito produto para a Europa. Há possibilidade real de faltar diesel no mercado brasileiro ou de o preço desse combustível explodir no País”, ressalta Bacelar, com base em informações do departamento de Economia da FUP.

Para Bacelar, em 2016, a opção do governo Michel Temer foi estimular importações de combustíveis, com a criação de empresas privadas no setor. “Essas empresas pressionam por importações e para que o preço interno seja o preço de paridade internacional”, completa o economista do Dieese/FUP, Cloviomar Cararine, observando que o presidente Jair Bolsonaro (PL) vive um dilema, buscando equilíbrio em corda bamba.

“A Petrobrás está num dilema, ou atende aos acionistas, com lucros e dividendos recordes, ou reduz preço na refinaria, que impacta na bomba. Bolsonaro tenta se equilibrar nas duas canoas, a dos acionistas e a dos trabalhadores brasileiros, que sofrem com a inflação e com a perda de poder aquisitivo”, diz Cararine. 
 



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