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Não ao cigarro eletrônico


Do Diário do Grande ABC

23/05/2022 | 23:59


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) prorrogou para 6 de junho a data final da consulta pública sobre uso do cigarro eletrônico, proibido no País desde 2009. Após analisar as contribuições, esperamos que a agência mantenha a proibição. O cigarro eletrônico contém milhares de substâncias tóxicas, cancerígenas e que viciam escondidas em aromas e sabores e camufladas em propagandas enganosas da indústria. A quem interessa liberar e por que discutir algo tão danoso à saúde?


Eu, como cirurgião oncológico, torço para que o cigarro eletrônico continue proibido. Signatário da convenção-quadro da OMS (Organização Mundial da Saúde) na luta antitabágica, o Brasil tem sido exemplo no combate ao tabagismo, o que reduziu as doenças relacionadas a ele. Esta constatação deveria ser suficiente para manter a proibição dos denominados DEFs (Dispositivos Eletrônicos para Fumar).


São vários estudos e relatos que comprovam seus danos à saúde, como doenças respiratórias graves, cardiovasculares, câncer etc. Os males causados pelo cigarro eletrônico têm surgido precocemente ceifando vidas, como a doença respiratória subaguda severa, que ocorre mais em homens jovens com menos de 35 anos. Os principais sintomas são dificuldade para respirar, tosse (pode ter sangue) e dor torácica. E o que é pior, não há tratamento eficaz conhecido até o momento. Já há relato de transplante de pulmão em adolescente por causa da doença pulmonar grave provocada pelos DEFs.


De onde vem a pressão para liberar o cigarro eletrônico, além da indústria tabagista? O argumento de aumento na arrecadação de tributos é frágil. Estudos mostram que para cada US$ 1 arrecadado em impostos, o governo gastará pelo menos US$ 3 para tratar doenças causadas pelo cigarro.


Entidades médicas são contrárias ao cigarro eletrônico. Dentre outros pontos, elas chamam a atenção para as consequências ao uso deles pela juventude. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, de 2019, que avaliou o consumo de cigarros eletrônicos entre jovens em todo o País, identificou que os maiores índices de experimentação estão entre escolares de 13 a 17 anos da rede privada de ensino em todas as regiões. Lutaremos para que a Anvisa mantenha a proibição ao uso do cigarro eletrônico, e que a fiscalização sobre a venda destes – contrabandeados e falsificados – seja rigorosa e com sérias consequências aos que a praticam. Continuaremos zelando pela saúde da nossa população, especialmente os jovens, combatendo o tabagismo, que causa graves problemas de saúde, levando até a morte.

Florentino Cardoso é diretor executivo médico da Hospital Care e conselheiro titular do Conselho Federal de Medicina.


PALAVRA DO LEITOR

Doria – 1
‘Calça apertada’, o maior fake news que a política criou até hoje (Doria renuncia à pré-campanha a presidente da República)! Um João que foi muito longe, sempre usando os outros! Tomara que o ‘fique em casa’ lhe sirva para refletir os males que fez para São Paulo e para o País!
Giovanni dos Santos
do Facebook


Doria – 2
Desistiu de passar vergonha. Não ganha nem para síndico de prédio.
Simone Pereira
do Facebook


Doria – 3
Que notícia boa: o ‘ditadoria’ desistiu de passar vergonha nas urnas. O Brasil agradece. Em São Paulo o PSDB também não vai ganhar as eleições.
Bruno Holanda
do Facebook


Doria – 4
Votar numa criatura não confiável? Ainda bem que o partido entendeu. Nunca! Nunca! Jamais votaria nessa criatura indigna de confiança. Vai lá apresentar teu programa na Band.
Nina Farias
do Facebook


Buracos
Visitem os parques dos buracos situados nas ruas Nicarágua, Oratório – entre as paradas Timor e Padaria Pic Nic –, Basileia, Rodesia, Angola e Manila. Essas demandas coloquei no aplicativo Colab. Será que serão atendidas? Já enviei duas reclamações sobre os buracos na Rua Nicarágua, no Parque das Nações, e até agora não foram resolvidas. População que mora nessa região, compartilhe comigo. Uma andorinha sozinha não faz verão. Sei que tudo é no tempo de Deus, mas precisamos clamar.<EM>
Antônio Knoll Filho
Santo André


Isonomia
A expressão ‘pau que dá em Chico, dá em Francisco’ revela a necessidade de igualdade. Ela faz alusão à ideia de que ‘Chico’ é uma pessoa qualquer, sem posição social relevante, enquanto ‘Francisco’ é uma pessoa relevante, com posição social de destaque. Mas no final, todos são iguais, razão pela qual não há o que se diferenciar. Infelizmente, parece não ser esse o pensamento de nossa Assembleia Legislativa, que, acertadamente, cassou o mandato do agora ex-deputado Arthur do Val, por seus comentários preconceituosos sobre as mulheres ucranianas, mas continua omissa no caso do deputado Fernando Cury, que foi flagrado apalpando o seio de sua colega, a deputada Isa Penna, em claro e registrado caso de assédio sexual. Como se não bastasse, a comissão de ética arquivou o processo por quebra de decoro contra o deputado Delegado Olim, que afirmou que ela teve ‘sorte’ por ter sido assediada. Por entender que ética e moral passam longe dessa e de outras casas de lei, sou obrigado a fazer coro com quem sente vergonha de nossos políticos e também de seus eleitores.
Vanderlei A. Retondo
Santo André


São Caetano –1
Os moradores dessa cidade se fazem de cegos (CEO do São Caetano Futebol é preso). O clube tem lavagem de dinheiro, está falido, mas os dirigente estão ricos, assim como a cidade. Acorda, povo!
Marcos Zaqeu
do Facebook


São Caetano – 2
Passou da hora de esses mafiosos irem para cadeia.
Silvio Sanches da Cunha
do Facebook


Folia
A folia de partidos políticos no Brasil continua de vento em popa. A falta de rumo partidário no Brasil gera comércio de conveniências de extinguir e criar legendas, seja por junção de siglas nanicas ou por criação pura e simples. O pluripartidarismo no País deveria se chamar ‘oportunismo’, pois os partidos são criados para defender interesses individuais de grupo de políticos corruptos, onde a missão, valores e visão são cuidadosamente elaborados para ‘inglês ver’. O povo não consegue entender os partidos e menos de 3% da população conhece e têm afinidades participativas com as legendas, o que leva as presidências de cada partido a fazer o que bem entendem para promover o que lhes são convenientes, sem a real ação popular que deveria ser. O fato é que, como tudo neste País, nada é sério! Estamos à mercê de grupo político dominante espalhado por mais de 30 partidos, que mal conhecemos, que se alinham a outros conforme acertos imoralíssimos a cada eleição. Quem sabe podemos pensar em fazer o PVN (Partido da Vergonha Nacional.
Francisco Emídio Carneiro
São Bernardo
 



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Comentários

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