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Indústrias agroquímicas livram o meio ambiente de ossos e sebo bovinos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa com sede em São Caetano é responsável por evitar que 300 toneladas diárias de rejeitos animais sejam despejadas em aterros e rios


Da Redação

20/05/2022 | 09:24


Desconhecida pela imensa maioria da população, a indústria agroquímica tem importância fundamental na preservação do meio ambiente. Um de seus braços, o que processa rejeitos bovinos, é responsável por evitar que milhares de toneladas de ossos e sebo bovinos acabem poluindo rios e ocupando espaço nos aterros sanitários.

“Fazemos sustentabilidade, termo em moda hoje em dia, há 70 anos”, destaca Nelson Braido, CEO da Braido Indústria Agroquímica, que tem unidades de processamento em São Caetano e Leme, no Interior, além de quatro entrepostos, localizados em São José dos Campos, Colina, Franca e Mococa.

“Dezessete por cento de um boi são compostos por ossos”, diz o empresário. “Nossa atividade é dar uma utilidade comercial a algo que iria parar nos depósitos de lixo”, Após passar por processamento, o material é transformado em ácidos, sebo bovino, glicerina e farinha.

“São produtos utilizados nos mais diferentes segmentos, como cosméticos, alimentício, higiene pessoal, ração animal, automotivo, têxtil, tintas, farmacêutico, borracha e plásticos”, enumera Braido.

O ácido oleico, líquido oleoso de cor amarelada extraído do sebo bovino, é empregado na fabricação de sabões, detergentes, óleos, graxas e tintas, por exemplo. Já a glicerina, líquido viscoso e incolor retirado do mesmo insumo, é utilizada na indústria farmacêutica, cosmética e alimentícia.

Do processamento de ossos, por sua vez, retira-se uma farinha de cor castanho-claro, rica em proteínas e sais minerais, que é usada como complemento para rações de aves, suínos, cães e gatos. “Só não pode ser utilizada com bovinos, porque o uso de proteína na alimentação de indivíduos da própria espécie pode causar doenças graves, como o caso da vaca louca”, ressalva o CEO.

Só as empresas do grupo de Braido retiram 300 toneladas de ossos bovinos por dia do meio ambiente. São 400 funcionários – 150 deles na unidade de São Caetano – e uma frota de 120 caminhões que percorrem açougues em praticamente todas as regiões do Estado de São Paulo em busca de matéria-prima.

Além da planta de São Caetano, inaugurada em 1951 na Rua São Jorge, no bairro Santo Antônio, a Braido abriu uma segunda unidade duas décadas atrás em Leme. É dessa filial, distante 188 quilômetros da sede, que vem o sebo e os ossos bovinos para processamento no Grande ABC. 

A planta instalada no Interior passou também a processar sangue bovino, outra atividade agroquímica que contribui para evitar a poluição do meio ambiente. “Antigamente, todo esse material era despejado in natura nos rios, poluindo-os”, diz Braido.

São 200 mil litros de sangue encaminhados toda semana para processamento na Braido. O produto é transformado em farinha de sangue, utilizada como ração de peixe. “Estamos falando apenas de uma empresa. Imagine o impacto positivo na sustentabilidade que todo o segmento representa. Em todo o Brasil são abatidas diariamente cerca de 2 milhões de cabeças de gado. E se todos os rejeitos fossem parar nos aterros sanitários ou então nos rios?”, questiona, finalizando, Braido.



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