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Bolsas de NY fecham em baixa, em sessão volátil com foco em temor por recessão



19/05/2022 | 17:39


As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quinta-feira, 19, em pregão marcado pela alta volatilidade nos principais índices acionários em Wall Street. Temores por recessão da economia global dominaram as mesas de operação e as ações estenderam as fortes perdas da sessão de quarta-feira.

O índice Dow Jones encerrou o pregão em baixa de 0,75%, aos 31.253,13 pontos, o S&P 500 caiu 0,58%, aos 3.900,78 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,26%, aos 11.388,50 pontos.

O movimento desta quinta procedeu o sell-off nas bolsas norte-americanas na quarta, quando os três índices citados caíram entre 3,5% e 4,7%, com perdas concentradas no setor varejista e de alta tecnologia.

Nesta quinta, ações destes setores voltaram a desempenhar mal, em sua maioria. A Apple, por exemplo, fechou com perdas de 2,46%, e o Walmart cedeu 2,74%.

Segundo o Julius Baer, a reavaliação em baixa dos papéis devido à aceleração da normalização monetária em todo o mundo, mas principalmente pelo Federal Reserve (Fed) nos EUA, já foi concluída, no geral. Segue, porém, os riscos que uma eventual recessão econômica impõe sobre os mercados.

"No caso de uma recessão nos EUA, para a qual nossos economistas veem uma probabilidade de 20%, esperaríamos mais perdas para as ações dos EUA em relação aos níveis atuais, já que os lucros corporativos provavelmente se contrairão", projeta o banco suíço.

Em relatório recém-publicado, o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) alerta para o impacto que o aperto agressivo das condições financeiras pelo Fed poderia ter em um cenário de recessão global.

Neste contexto, investidores ficam menos tolerantes à altas do juros que entendem não serem justificadas, provocando um mal estar geral nas bolsas e, por consequência, um período prolongado de baixas das ações, explica o IIF.

Nesta manhã, a presidente da distrital de Kansas City do BC americano e membro votante do Fomc este ano, Esther George, reforçou o coro de dirigentes que defendem um novo aumento de 50 pontos-base do juro, em detrimento de altas maiores por ora.



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