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Família Smith mantém vivo o legado circense

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Acrobatas e palhaço mirim integram espetáculo do Circo Maximus, em cartaz até junho em Santo André


Joyce Cunha
Do Diário do Grande ABC

14/05/2022 | 08:37


Para ser artista de circo é preciso estudo e dedicação. A arte, transmitida de geração em geração entre famílias tradicionais da área, encanta por onde passa. Da graça do palhaço à adrenalina do globo da morte, os artistas, que conquistam o público com seus números espetaculares, fazem da profissão uma forma de vida única, em comunidade.

Richad Smith, 11 anos, dá vida a Lelequinho, "palhacinho" no espetáculo do circo Maximus, em cartaz até 26 de junho no Grand Plaza Shopping, em Santo André. O personagem passa toda a apresentação dedicado à missão de matar uma abelha. O jeito divertido de ser, que leva ao picadeiro, herdou do bisavô, que era palhaço. O avô foi trapezista. A mãe, Magda Monique, 36 anos, e o pai, Wellington Bezerra Costa, 37, são acrobatas. União no casamento e no trapézio. O casal, Duo Smith, é uma das atrações de destaque do espetáculo.

"Nos conhecemos ainda criança, no circo, e nos reencontramos anos depois. Estamos juntos há 17 anos. Nossos filhos viajam com a gente. Estamos aqui 24 horas por dia, então ensaiamos muito. Esse número que fazemos juntos, sem rede de proteção, ensaiamos por dois anos antes de estrear", contou Wellington.

Minutos antes do início do show, os artistas, que dormem em motorhomes instalados próximos ao circo, se preparam para a apresentação. Vestem trajes especiais, preparam cabelo e maquiagem, tudo para tornar a apresentação ainda mais especial. Além da rotina de ensaios e espetáculos, Magda Monique dedica parte de seu dia para acompanhar os estudos dos filhos, Richad, o Lelequinho, e Rithelly Smith, 16 anos.

Os talentos de acrobata são colocados em prática também para dar conta das tarefas diárias. "A gente tem que se virar em mil, né? É escola, é a educação, tarefa de casa. Tem que ter horário para treino, horário para ser mãe", revelou.

Acompanhando o ritmo intenso e o roteiro de viagens dos pais, Richad, que nasceu em São José dos Campos, no Interior, e a irmã Rithelly, natural de Macau, no Rio Grande do Norte, colecionam matrículas em novas escolas. Direito garantido por lei federal para filhos de artistas itinerantes. Neste ano, até junho, os estudantes assistem aulas em unidades públicas de Santo André.

"Todo mundo tem essa curiosidade, se é difícil estudar mudando de Estado. Mas é a mesma coisa. Já acostumei. O único ponto ruim é que você vai passando pelos lugares, fazendo amizade, depois tem que ir embora. Mas hoje em dia tem o celular. Aí não perco nem o circo nem meus amigos", confidenciou Rithelly, que já se prepara para, em breve, estrear número com bambolê.

O público pode conferir o talento do Duo Smith, do palhaço Lelequinho e de toda a trupe do circo Maximus de terça a sexta, às 20h. Aos sábados, domingos e feriados, há três horários de sessões disponíveis, às 16h, às 18h e às 20h. A apresentação tem cerca de um hora e cinquenta minutos de duração. A classificação etária é livre. Informações sobre venda de ingressos estão disponíveis no site ingressocircomaximus.com.br. 



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