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A questão das armas


Do Diário do Grande ABC

12/05/2022 | 23:59


Cento e sete armas de fogo foram apreendidas por forças de segurança no Grande ABC no primeiro trimestre do ano, segundo balanço do governo estadual que embasa reportagem publicada hoje neste Diário. É como se a cada dia um revólver, uma pistola ou outro artefato do gênero fosse retirado de circulação por policiais. O número cresce. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 7% nos registros. O armamento da população, estimulado pelo governo federal, pode ser uma das causas do recrudescimento, já que furto ou roubo de equipamentos legais acaba reforçando o arsenal ilegal da região – que, necessário reconhecer, é apenas a parte visível do problema, tal qual iceberg.


Santo André lidera o número de apreensões no levantamento, o que não significa dizer que seja a cidade com mais armas de fogo irregulares – pode ser que apenas seja mais eficiente na interceptação dos objetos. Foram 38 entre o início de janeiro e o fim de março. São Bernardo aparece na sequência com 32. Diadema fecha o pódio, com 21. Feitas para garantir a segurança, desde que manejadas por mãos preparadas e mentes equilibradas, armas se tornam perigosíssimas quando manuseadas por pessoas desqualificadas, técnica e mentalmente. Daí ser contraproducente que circulem sem algum tipo de controle. Os países mais seguros impõem restrições draconianas para o acesso a elas.


O Brasil ainda carece de estudos que tratem a questão com mais profundidade, mas a análise de levantamentos oficiais permite dizer, com certo respaldo, que o armamento da população civil não reduz a violência. Pelo contrário. Existem dados que apontam crescimento tanto do número de armas quanto de assassinatos nos últimos anos. Eventuais melhorias nos números da violência são reflexos de outros fatores, como, por exemplo, melhoria das estratégias das forças de segurança, envelhecimento da população e tréguas no conflito entre facções criminosas. Estatísticas à parte, o fato inquestionável é que revólveres, pistolas e similares são produzidos com um único propósito: matar. 



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