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Mãe e filho compartilham amor pela mesma profissão

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Na véspera do Dia das Mães, policial andreense relembra exemplo materno que o motivou a entrar para o Polícia Militar


Thainá Lana
Do Diário do Grande ABC

06/05/2022 | 00:01


Servir e proteger. Esse é o lema da família Cotting, de Santo André, que compartilha, além da ligação materna, o amor pela carreira policial. O filho caçula, Leoni Cotting Leite, 30 anos, soube desde pequeno que seguiria os passos da mãe, a sargento Roseli de Castro Cotting, 53, e hoje atua como cabo na Polícia Militar. A história dos agentes é a primeira da série Heranças Maternas, com três reportagens publicadas até domingo para celebrar o Dia das Mães.

Leoni cresceu cercado de barulhos de sirene, homens e mulheres fardados, radioscomunicadores e, outros equipamentos que fazem parte da rotina do policial militar. Ao lado dos irmãos gêmeos, Bruno Cotting, 32, e Barbara Cotting, 32, ele frequentava o quartel em dias de formaturas e eventos sociais, além das festas de aniversário dos colegas de trabalho da sua mãe. Inserido nesse universo desde pequeno, o caminho profissional sempre esteve muito claro: seguir o exemplo da mãe e construir sua própria história na PM. 

A influência da sargento Roseli também ajudou. Aos 27 anos, quando ingressou na academia tinha três filhos pequenos e precisou conciliar o início na corporação com a criação das crianças. Por isso, a solução foi óbvia: levar para dentro de casa o que aprendia na escola de formação de soldado. Roseli aproveitava o tempo livre para brincar com os filhos e ensinava os comandos de ordem unida (formação habitual de marcha, parada ou reunião de integrantes de uma tropa) – golpes de defesa pessoal e outras técnicas que praticava no treinamento policial também faziam parte da brincadeira em família.

O caminho da andreense na corporação começou mais tarde do que ela gostaria. A primeira tentativa foi aos 20 anos, quando descobriu que estava grávida dos gêmeos e precisou interromper o processo seletivo. Na segunda, aos 23, quando estava na última fase da seleção começou a ter alguns sintomas, como enjoo e tontura e, novamente, precisou sair do processo porque estava grávida do seu terceiro filho. “Aquelas situações foram bem frustrantes porque era o meu sonho. Não perdi o foco e, quando eles estavam maiores, fui em busca do meu objetivo. Meus filhos cresceram nesse ambiente policial”, lembra Roseli. 

Mesmo sabendo do seu propósito profissional, Leoni foi direcionado pelo pai na adolescência a seguir outro caminho e chegou a trabalhar por três anos como eletricista na área de instrumentação. “Gostei e aprendi bastante coisa durante esse tempo, porém, sentia ainda que faltava algo. Quando prestei para PM foi algo natural, porque estava inserido desde sempre nesse universo. Vi minha mãe criar três filhos e ainda trabalhar incansavelmente com o que ama, com certeza ela foi uma inspiração para seguir nesse caminho”, conta o cabo Leoni, que conheceu sua mulher em 2014 na PM e hoje o casal tem um filho de 1 e 8 meses.

Compartilhar a mesma profissão uniu ainda mais os dois policiais. “Sempre temos assunto para falar, é uma conexão diferente. A paixão pelo que fazemos está no sangue, é herança da minha família. Tenho uma irmã aposentada da PM, além de outra irmã e um cunhado que são guardas municipais”, diz Roseli, que não consegue esconder o orgulho de ser a inspiração para seu filho mais novo. 

No ambiente de trabalho os dois fazem questão de manter o profissionalismo e não deixam a intimidade familiar aparecer durante as conversas. Roseli faz parte da quarta companhia, no Jardim Paraíso, enquanto Leoni integra a terceira companhia, no Jardim Rina, ambos pertencem ao 10º Batalhão de Polícia Militar, em Santo André. No nível hierárquico, a mãe possui a patente de segundo sargento e o filho mais novo é cabo da PM, isso significa que ela está uma posição acima dele. “Além de tudo, devo respeito a ela duas vezes: como sargento e como filho”, brinca Leoni, que pretende futuramente prestar para sargento, assim como a mãe, ou ser oficial da PM. 

A influência materna também apareceu em outro filho. A gêmea Barbara chegou a seguir os passos da mãe por um tempo, ela atuou na parte administrava da PM e hoje cursa direito, onde pretende prestar concurso público para Polícia Civil. Já Bruno seguiu os passos do pai e atua na área de elétrica.



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