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Rússia mantém ofensiva contra Grozny


Do Diário do Grande ABC

16/01/2000 | 16:12


As forças russas continuavam neste domingo tentando avançar para o interior de Grozny, ao tempo em que aumentava o número de mortes provocadas pelos combates nas proximidades da capital sitiada. O tenente-coronel Konstantin Kujarenko, porta-voz do exército russo, declarou que os rebeldes muçulmanos estavam tentando tirar seus melhores combatentes de Grozny, deixando pequenos grupos de jovens guerrilheiros encarregados de defender a capital.

Os civis de Grozny que chegaram nesta semana à vizinha Ingushetia disseram que estao mais deterioradas do que nunca as condiçoes de sobrevivência na cidade, onde os alimentos sao escassos e os residentes sao obrigados a ficar nos sótaos de suas casa para fugir das bombas atiradas pelos russos. "Na cidade nao há mais nada para comer", declarou uma mulher que se identificou como Maria Gakisheva, 61 anos. "Eles nos bombardeiam pelo ar e na terra sofremos com o fogo dos canhoes. Há muitos cadáveres nos sótaos das casas porque as pessoas têm medo de sair para enterrá-los", disse ainda a mulher. Gakisheva tinha partido sexta-feira de Grozny e se refugiou na vizinha Ingushetia.Neste domingo, ela disse que a cada momento é mais difícil tomar a decisao de sair da cidade. "Essas pessoas nao conseguirao sair, mesmo porque quando se abre um corredor as pessoas mais parecem esqueletos. Estao muito fracas e mal conseguem andar. Precisam de ajuda para sair", acrescentou.

O presidente russo Vladimir Putin disse neste sábado à noite em pronunciamento em cadeia de televisao que apesar de alguns recuos, as tropas do governo vao superar a resistência chechena e capturar Grozny. "Tomaremos Grozny ... e logo terminaremos a operaçao nas montanhas", acrescentou Putin, cuja popularidade como candidato a permanecer no cargo de presidente está profundamente ligada a seu desempenho como supervisor da guerra na Chechênia. Na mesma declaraçao, Putin prometeu respeitar os civis da Chechênia. "A populaçao civil chechena é formada por nossos cidadaos e nunca os sacrificaremos para alcançar um objetivo militar. Atuaremos duramente, mas sem crueldade".

Mais de 120 bombardeios foram realizados nas últimas 24 horas, disse a agência de notícias Interfax, acrescentando que os soldados russos mataram 60 rebeldes nas últimas 24 horas. Kujarenko esclareceu que as baixas russas ficaram reduzidas a um morto e quatro feridos, acrescentando que os combates continuavam neste domingo, mais intensos do que nunca.



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Rússia mantém ofensiva contra Grozny

Do Diário do Grande ABC

16/01/2000 | 16:12


As forças russas continuavam neste domingo tentando avançar para o interior de Grozny, ao tempo em que aumentava o número de mortes provocadas pelos combates nas proximidades da capital sitiada. O tenente-coronel Konstantin Kujarenko, porta-voz do exército russo, declarou que os rebeldes muçulmanos estavam tentando tirar seus melhores combatentes de Grozny, deixando pequenos grupos de jovens guerrilheiros encarregados de defender a capital.

Os civis de Grozny que chegaram nesta semana à vizinha Ingushetia disseram que estao mais deterioradas do que nunca as condiçoes de sobrevivência na cidade, onde os alimentos sao escassos e os residentes sao obrigados a ficar nos sótaos de suas casa para fugir das bombas atiradas pelos russos. "Na cidade nao há mais nada para comer", declarou uma mulher que se identificou como Maria Gakisheva, 61 anos. "Eles nos bombardeiam pelo ar e na terra sofremos com o fogo dos canhoes. Há muitos cadáveres nos sótaos das casas porque as pessoas têm medo de sair para enterrá-los", disse ainda a mulher. Gakisheva tinha partido sexta-feira de Grozny e se refugiou na vizinha Ingushetia.Neste domingo, ela disse que a cada momento é mais difícil tomar a decisao de sair da cidade. "Essas pessoas nao conseguirao sair, mesmo porque quando se abre um corredor as pessoas mais parecem esqueletos. Estao muito fracas e mal conseguem andar. Precisam de ajuda para sair", acrescentou.

O presidente russo Vladimir Putin disse neste sábado à noite em pronunciamento em cadeia de televisao que apesar de alguns recuos, as tropas do governo vao superar a resistência chechena e capturar Grozny. "Tomaremos Grozny ... e logo terminaremos a operaçao nas montanhas", acrescentou Putin, cuja popularidade como candidato a permanecer no cargo de presidente está profundamente ligada a seu desempenho como supervisor da guerra na Chechênia. Na mesma declaraçao, Putin prometeu respeitar os civis da Chechênia. "A populaçao civil chechena é formada por nossos cidadaos e nunca os sacrificaremos para alcançar um objetivo militar. Atuaremos duramente, mas sem crueldade".

Mais de 120 bombardeios foram realizados nas últimas 24 horas, disse a agência de notícias Interfax, acrescentando que os soldados russos mataram 60 rebeldes nas últimas 24 horas. Kujarenko esclareceu que as baixas russas ficaram reduzidas a um morto e quatro feridos, acrescentando que os combates continuavam neste domingo, mais intensos do que nunca.

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