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Feira do rolo de Diadema é fechada


Angela Martins
Especial para o Diário

21/03/2006 | 08:16


Vendedores da feira do rolo de Diadema coordenaram um ato na manhã desta segunda em frente à Prefeitura da cidade em protesto contra decisão da Polícia Militar de acabar com a feira. Há dois domingos, dia em que funciona o comércio, o grupo é impedido de vender seus produtos. Famosa por comercializar produtos roubados, pirateados, animais silvestres e armas, a feira chegava a reunir até 5 mil pessoas por domingo. A Polícia Militar informou que só se pronunciará nesta terça sobre o motivo do fim das atividades. A Prefeitura de Diadema, responsável pela licença dos comerciantes, informou apenas que fará recadastramento.

Na feira, era possível encontrar os mais variados produtos, de rádios a carros. Boa parte das transações irregulares. Em 2004, antes de a feira se mudar da avenida Ulisses Guimarães, no bairro Serraria, para avenida Marginal ao Córrego, na Vila Conceição, os policiais investigavam a venda de drogas e armas no local. Com a mudança de endereço, a polícia intensificou a presença na feira e passou a fazer operações pente-fino todos os domingos em busca de ilegalidades.

"Queremos fiscalização, mas não que acabem com nossa feira", disse durante a manifestação o presidente da Associação de Amigos sem Recurso de Diadema e da Comissão que organiza a feira do rolo, Manoel Siqueira. O representante disse que os vendedores procuraram a Prefeitura no primeiro domingo da interdição, mas não foram atendidos. Nesta segunda, a Prefeitura de Diadema informou que marcará uma reunião com o grupo para "discutir" o local mais adequado para o funcionamento da feira.

Antes que o encontro se efetive, a Secretaria Municipal de Abastecimento irá recadastrar os vendedores que trabalham na feira do rolo e que já constam na listagem da Prefeitura. O trabalho começa nesta terça e servirá, de acordo com a administração municipal, "tão somente para o processo de organização dos vendedores". Procurado pela reportagem, o comando do 24º Batalhão da Polícia Militar, responsável por Diadema, afirmou que só irá se pronunciar nesta terça sobre a decisão de interditar a feira do rolo.

Cenário - Segundo os manifestantes, hoje há 193 comerciantes cadastrados para trabalhar na feira do rolo de Diadema. Descontentes com a mudança de endereço do evento, há dois anos, moradores da avenida Marginal ao Córrego teriam, segundo os vendedores, feito abaixo-assinado pedindo que a feira mudasse mais uma vez do local. A possibilidade já era cogitada desde 2004 pela Prefeitura de Diadema, mas nunca se concretizou. Agora, o município volta a abrir mesa de negociações para a transferência.

Colaborou Rodrigo Cipriano



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Feira do rolo de Diadema é fechada

Angela Martins
Especial para o Diário

21/03/2006 | 08:16


Vendedores da feira do rolo de Diadema coordenaram um ato na manhã desta segunda em frente à Prefeitura da cidade em protesto contra decisão da Polícia Militar de acabar com a feira. Há dois domingos, dia em que funciona o comércio, o grupo é impedido de vender seus produtos. Famosa por comercializar produtos roubados, pirateados, animais silvestres e armas, a feira chegava a reunir até 5 mil pessoas por domingo. A Polícia Militar informou que só se pronunciará nesta terça sobre o motivo do fim das atividades. A Prefeitura de Diadema, responsável pela licença dos comerciantes, informou apenas que fará recadastramento.

Na feira, era possível encontrar os mais variados produtos, de rádios a carros. Boa parte das transações irregulares. Em 2004, antes de a feira se mudar da avenida Ulisses Guimarães, no bairro Serraria, para avenida Marginal ao Córrego, na Vila Conceição, os policiais investigavam a venda de drogas e armas no local. Com a mudança de endereço, a polícia intensificou a presença na feira e passou a fazer operações pente-fino todos os domingos em busca de ilegalidades.

"Queremos fiscalização, mas não que acabem com nossa feira", disse durante a manifestação o presidente da Associação de Amigos sem Recurso de Diadema e da Comissão que organiza a feira do rolo, Manoel Siqueira. O representante disse que os vendedores procuraram a Prefeitura no primeiro domingo da interdição, mas não foram atendidos. Nesta segunda, a Prefeitura de Diadema informou que marcará uma reunião com o grupo para "discutir" o local mais adequado para o funcionamento da feira.

Antes que o encontro se efetive, a Secretaria Municipal de Abastecimento irá recadastrar os vendedores que trabalham na feira do rolo e que já constam na listagem da Prefeitura. O trabalho começa nesta terça e servirá, de acordo com a administração municipal, "tão somente para o processo de organização dos vendedores". Procurado pela reportagem, o comando do 24º Batalhão da Polícia Militar, responsável por Diadema, afirmou que só irá se pronunciar nesta terça sobre a decisão de interditar a feira do rolo.

Cenário - Segundo os manifestantes, hoje há 193 comerciantes cadastrados para trabalhar na feira do rolo de Diadema. Descontentes com a mudança de endereço do evento, há dois anos, moradores da avenida Marginal ao Córrego teriam, segundo os vendedores, feito abaixo-assinado pedindo que a feira mudasse mais uma vez do local. A possibilidade já era cogitada desde 2004 pela Prefeitura de Diadema, mas nunca se concretizou. Agora, o município volta a abrir mesa de negociações para a transferência.

Colaborou Rodrigo Cipriano

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