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Líder de grupo radical palestino morre no Iraque


Da AFP

10/03/2004 | 18:42


Mohammed Abbas, mais conhecido como Abu Abbas, chefe da Frente para a Libertação da Palestina (FLP), morreu na noite de terça-feira em uma prisão no Iraque. A viúva e a população palestina culpam os EUA pela morte do ex-líder político. A marinha americana já anunciou que será a responsável pela autópsia no corpo.

Segundo a versão oficial do exército americano, Abbas foi detido em abril do ano passado já bem debilitado por causa uma doença cardíaca, e teria morrido por causas naturais.

Em sua casa em Beirute, a mulher de Mohammed Abbas, Rim Nimr, disse que os americanos descuidaram da doença de seu marido e os culpou por omissão. Os palestinos também manifestaram revolta e disseram estar convictos de que os EUA sejam responsáveis pela morte de Abu.

Nimr também protestou pelo fato da Marinha americana ter sido designada para fazer a autópsia no corpo do ex-líder da FLP. A família declarou que quer enterrar Mohammed Abbas em território Palestino, mas aguarda a autorização da Cruz Vermelha para realizar o translado dos restos mortais de Abu.

Abbas nasceu em 1949 em Haifa, ao norte do atual Estado de Israel, e antes de se tornar seu dirigente, foi membro fundador da FLP, organização pró-iraquiana resultante de uma cisão em 1976 da FPLP-CG.

O FLP, que está na lista negra das entidades terroristas elaborada pelos Estados Unidos, assim como na da União Européia, fazia parte da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e Abu Abbas ocupou um posto no Comitê Executivo da OLP.

História - Abu Abbas era acusado de instigar o seqüestro do navio Achille Lauro e foi condenado à revelia à prisão perpétua pela Justiça italiana em 1987. O líder palestino também era responsável, entre outras acusações, por uma tentativa frustrada de desembarque de comandos palestinos em uma praia no sul de Tel Aviv, em maio de 1990.

Desde então, Abu Abbas vivia na clandestinidade e estava radicado basicamente em Bagdá. Por volta de 1996, ele declarou que o assunto do Achille Lauro era parte "do passado" e se tratava de "um erro". Naquela época, Abbas foi apresentado como um convertido ao "bando da paz".

Em várias ocasiões, Abu Abbas declarou que desejava chegar a um acordo com Israel antes de ameaçar retomar as ações terroristas contra o Estado hebreu. Suas últimas declarações reproduzidas amplamente pela imprensa foram em outubro de 2000, quando prometeu retomar os ataques contra Israel.

Nessa oportunidade, Abbas declarou à TV iraquiana que "(a convocação) à Jihad (guerra santa) do presidente Saddam Hussein era uma ordem para combater o inimigo". "Voltaremos a enfrentar o inimigo e daremos um novo impulso à revolução".

Depois do início da ofensiva no Iraque, em 20 de março de 2003, ele teria negociado seu refúgio na Síria, segundo versões da imprensa americana, mas teria se chocado com a negativa do Governo de Bachar al-Assad. Ele foi preso pelos EUA uma semana depois da queda de Bagdá, no dia 14 de abril de 2003.



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