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Relatório do caso Mário Covas deverá ser fechado neste mês
Daniel Tossato
05/01/2022 | 05:09
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André Henriques/DGABC


A comissão criada na Câmara de Santo André que investiga possíveis ingerências da FUABC (Fundação do ABC) na indicação do nome para ocupar a superintendência do Hospital Estadual Mário Covas, no município, pretende entregar relatório conclusivo até o fim deste mês.

Ainda que a Câmara esteja em recesso, os vereadores que formam o bloco deverão se reunir nos próximos dias com o objetivo de avaliar os últimos documentos e analisar as atas das reuniões da FUABC que culminaram na indicação do médico infectologista Adilson Cavalcante para o comando do hospital estadual.

Conforme o presidente da comissão, o vereador Eduardo Leite (PT), a intenção do grupo é também ouvir a gravação das respostas de todas as pessoas que foram sabatinadas pelo bloco, principalmente a presidente da FUABC, Adriana Berringer Stephan, e de Cavalcante. Além de Leite, completam o grupo os parlamentares Renatinho do Conselho (Avante), Rodolfo Donetti (Cidadania) e José Teixeira Mendes, o Zezão (PDT).

“Ainda falta analisar alguns documentos, principalmente as atas em que foram decididas as nomeações para o comando do Hospital Mário Covas. Além disso, vamos repassar as respostas dadas pela presidente da FUABC e também do médico indicado para comandar o hospital. Quando fizermos isso, poderemos elaborar o relatório final da comissão, que será entregue à Câmara”, declarou Leite.

Ao Diário ele avaliou que não encontrou nenhum tipo de irregularidade nos itens que foram modificados no regimento da FUABC na intenção de indicar o superintendente do hospital, mas identificou que as regras deixaram as escolhas “menos democráticas”.
“Analisando a documentação que obtivemos até o momento, não identifiquei nenhuma irregularidade. Os critérios utilizados não foram ilegais, mas chamaram a atenção, já que beneficiaram o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB). Não deixa de ser estranha essa movimentação”, sustentou o vereador Eduardo Leite.

A comissão foi criada após o Diário revelar que a direção da FUABC articulou mudanças no regimento interno com intenção de indicar corpo diretivo do Hospital Mário Covas sem que precisasse passar por crivo de profissionais que atuam no equipamento estadual de saúde. O bloco entendeu que essa movimentação acabou por deixar as indicações menos transparentes, por exemplo.

A FUABC tem sustentado que não modificou o regimento objetivando deixar o processo menos transparente e que se colocou à disposição da comissão para esclarecer as dúvidas levantadas pelo bloco. Além disso, a instituição afirma que a iniciativa na mudança na maneira de eleger corpo diretivo atende acordo formalizado por meio de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que tem que cumprir.  




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