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Vila Alice tri. Empadão tetra. E a história registra um dos ídolos andreenses do esporte da bola pesada.

Valter Inácio Pires, o Empadão, vive hoje no litoral paulista e acompanha o noticiário da sua terra pelo Diário OnLine


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

22/12/2021 | 00:05


“Este foi o melhor campeonato. O mais vibrante e o mais bem disputado. O melhor jogador do campeonato foi Empadão, do Vila Alice”.
Carlos Zimmermann, técnico do Palestra de São Bernardo, em entrevista do Diário no final do VI Popular de Futebol de Salão de 1971.

Empadão ficou feliz ao ler aqui em Memória a retrospectiva do VI Campeonato Popular de Futebol de Salão promovido pelo Diário há 50 anos. Um retorno à juventude. Seu acervo particular se perdeu. Mas o dia a dia daquele certame faz parte dos anais do Diário e vem sendo recuperado pela página Memória, rodada a rodada.

A última rodada aconteceu há exato meio século, 22 de dezembro de 1971. Na rodada anterior, um simples empate daria o título ao Inox. Mas a vitória coube ao Vila Alice: 3 a 1. Veio a rodada derradeira, no antigo – e mais uma vez lotado - ginásio do Primeiro de Maio FC.

“Uma pedra no caminho do Vila Alice”, manchetou o Diário na apresentação do jogo.

A chamada “Máquina Verde” teria que vencer o Eaton Fuller, que saiu na frente do placar: 1 a 0, gol de Salomão. Mas o Vila Alice tinha Empadão. Chicão empatou e Empadão balançou duas vezes a rede adversária: Vila Alice (tricampeã – 1965, 1966 e 1971) 3, Eaton Fuller 1.

“Os melhores jogadores do campeonato foram Décio, Coppini, Chicão e Ticão”, declarou Empadão ao Diário, após o jogo. Consagração. Em enquete realizada pela reportagem, Empadão, foi eleito o melhor, o craque do VI Popular. Um ano exemplar: campeão no Grande ABC e terceiro colocado no Campeonato Paulista de 1971 pelo Clube Atlético Ipiranga.

NÚMEROS
Foram 65 jogos no Primeiro de Maio, todos à noite, com cobrança de ingressos: 304 gols marcados. Ticão, do Inox, foi o artilheiro, com 22 gols; Empadão, o vice-artilheiro, com 14.

A campanha do Vila Alice, exemplar: 11 jogos, oito vitórias, dois empates e uma derrota. Saldo de 21 gols.

Os campeões: Homero, Vicente, Denis, Mafei, Empadão, Lula, Doda, Décio, Rômulo, Marafiotti e Chicão.

Clubes participantes: 24.

Classificação final: 1) Vila Alice (campeão); 2) Inox (vice); 3) Palestra de São Bernardo; 4) GE; 5) Eaton Fuller.

ACERVO
O Diário cobriu todos os jogos do VI Popular de Futebol de Salão, em 1971. Os negativos fotográficos da cobertura estão preservados, em excelente estado e foram localizados no Banco de Dados.

O formato dos negativos difere dos convencionais.  Não conseguimos ampliar as fotos no computador.  Desafio é encontrar uma forma de recuperar as imagens e, quem sabe, realizar uma grande exposição.

Desde já o Empadão está convocado a nos auxiliar na localização dos participantes de meio século atrás.

1901.
Catta Preta saca seus revólveres. Eu fui da Guerra do Paraguai...

Da história noticiada à história ouvida pelo rapazote Octavio David Filho no armazém de secos e molhados do seu pai, em Ribeirão Pires, que ficava na esquina da Rua Olímpia Catta Preta com a Avenida Lins Albuquerque, atual Santo André.

A história noticiada pelo Estadão – e revivida aqui em Memória: o velho major ameaçado de morte na eleição municipal de 1901, quando liderava na cidade a dissidência do PRP (Partido Republicano Paulista).

A história ouvida por Octavio David Filho, narrada por Agostinho Pereira de Figueiredo, primo do seu avô, José Maria Figueiredo.
Os republicanos oposicionistas de Ribeirão Pires se reuniam numa casa próxima ao moinho de trigo da cidade, que também servia de base eleitoral. Os situacionistas, apoiados e insuflados pelo Dr. Flaquer, planejavam dissolver a composição do Juizado de Paz. O alvo era o major Catta Preta.

Catta Preta os esperava na casa do correligionário Agostinho Pereira de Figueiredo. Ao se aproximarem, foram recebidos pelo major de arma em punha: um revólver em cada mão.

- Venham. Aproximem-se. Enfrentei os paraguaios, na terra deles. Agora vou acabar com vocês.

Ninguém se feriu. Registrou-se a história noticiada pelo Estadão. Agora vem à tona a história contada e ouvida pelo amigo Octavio. De fato, fervia a política de Ribeirão Pires em 1901, 120 anos atrás...

DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO
Quarta-feira, 22 de dezembro de 1971 – ano 14, edição 1722

RIBEIRÃO PIRES – O prefeito Antonio Simões é recebido pelo governador Laudo Natel e pelo secretário estadual dos Transportes, Paulo Maluf. Em pauta:
Recapeamento da estrada entre a cidade e Campo Grande.
Recapeamento da estrada que interliga Mauá a Ribeirão Pires.
Construção de ponte na Avenida Francisco Monteiro, em frente à indústria Dianda.
Abertura de concorrência pública para a construção de escola integrada na Vila Aurora.

EM 22 DE DEZEMBRO DE...

1951 – Quatro mil têxteis e metalúrgicos em greve.

1956 – Eleita a nova mesa da Câmara Municipal de São Bernardo: Natal Vertamatti, presidente; Laerte Francisco Pinchiari, vice-presidente; Geraldo Faria Rodrigues, 1º secretário; e Carlos Gonçalves Cruz, 2º secretário.

1961 – Engenheiros homenageiam o colega Waldomiro Gaiarsa, de Santo André, em jantar no Buffet França.

1976 – Laboratórios Anakol, Atlas Indústrias Químicas e Vogue Comercial realizam banquetes de confraternização no Ramada Hotel, em São Bernardo.
Solidor S.A. (Elementos pré-fabricados), instalado em São Bernardo, celebra 25 anos.

1981 – Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André sofre nova intervenção federal: Guaracy de Souza Sampaio, inspetor do trabalho, assume no lugar da junta governativa que renunciou.
Volkswagen distribui 39 mil brinquedos; Firestone oferece presentes para 5.800 filhos de empregados.
Relançada a Revista da Acisa.
Colação de grau da Faculdade de Direito de São Bernardo lota o auditório de convenções do Parque Anhembi, na Capital.

1991 – Manchete internacional: Onze líderes oficializam o fim da URSS. Os presidentes de 11 antigas repúblicas soviéticas decretaram o fim da União Soviética e formaram a Comunidade de Estados Independentes (CEI), na reunião de ontem (21-12-1991) na capital do Cazaquistão.
O Corinthians bateu ontem (21-12-1991), em Santo André, a Pirelli por 104 a 94 e ficou com o título do estadual infanto-juvenil de basquete masculino.
Scala 88-FM, do grupo Diário, é inaugurada em Belo Horizonte.


SANTA DO DIA
Francisca Xavier Cabrini (Itália, Lombardia, 1850 – Estados Unidos, Chicago, 1917). Madre Cabrini fundou o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus.


Falecimentos 

Santo André

Benigna Gonçalves Mano, 95. Natural de Araras (São Paulo). Residia na Vila Valparaíso, em Santo André. Pensionista. Dia 19. Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Curuçá.

Rosa Abreu do Espírito Santo, 94. Natural de São Paulo, Capital. Residia na Vila Curuçá, em Santo André. Dia 15. Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Curuçá.

Osvaldo de Lazari, 69. Natural de Santo André. Residia no bairro Santa Terezinha, em Santo André. Dia 17. Cemitério da Saudade, Vila Assunção.

São Bernardo

Rosa Alves Coelho Chitto, 89. Natural de Guaxupé (Minas Gerais). Residia no bairro Baeta Neves, em São Bernardo. Dia 15. Cemitério Cristo Redentor, Vila Pires, em Santo André.

São Caetano

Vera Cogiki Bedin, 88. Natural de Cambará (Paraná). Residia no bairro Olímpico, em São Caetano. Dia 17. Cemitério da Saudade, bairro Cerâmica.

Diadema

Adelcio Alves do Nascimento, 71. Natural de Fernandópolis (São Paulo). Residia no bairro Conceição, em Diadema. Dia 15, em São Bernardo. Cemitério Municipal de Diadema.

Mauá

Tsuguino Oizumi, 78. Natural de Pereira Barreto (São Paulo). Residia no Jardim Mauá, em Mauá. Dia 15, em Santo André. Cemitério da Saudade, Vila Vitória.

Ribeirão Pires

Eunice Pacheco de Araujo, 69. Natural de Rolândia (Paraná). Residia no Jardim Sampaio Vidal, em Mauá. Dia 15. Cemitério São José.

Mais informações sobre o obituário no www.dgabc.com.br/Colunas/Home
 



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