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Palms da Ecosama na mira de ladrões


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

21/08/2006 | 21:19


Após investir cerca de R$ 500 mil na modernização de seu sistema, a Ecosama, empresa que gerencia a distribuição de água em Mauá, pode regredir em uma década sua tecnologia. Desde o segundo semestre do ano passado, foram roubados nove computadores de mão da empresa. Os palm tops eram utilizados por agentes para fazer a leitura e armazenamento de dados de cada um dos 90 mil consumidores. Com a saída do equipamento de cena, a coleta de dados volta a ser manual e a conta, que era impressa na hora e entregue ao morador, passará a ser enviada pelos Correios.

O prejuízo da Ecosama com a série de roubos beira os R$ 15 mil. O principal problema, no entanto, não é financeiro. “Os funcionários estão com medo. Não querem mais trabalhar com os palms na rua”, disse o diretor-geral da empresa, Dagoberto Rocha. Para tentar driblar a crise, foi contratada uma empresa de segurança privada que passou a acompanhar o trabalho dos medidores. O serviço é feito diariamente, em diferentes pontos da cidade, por uma equipe que varia entre dez e 20 funcionários. O último assalto ocorreu na última quinta-feira, quando dois palms foram levados de uma só vez.

O caso mais grave se desenrolou no último dia 7. Armados com revólveres, os criminosos renderam cinco funcionários que aguardavam no Parque das Américas a chegada do carro que os levaria de volta à Ecosama. Um único medidor que trabalhava naquele ponto não teve seu computador roubado. Ele ainda não havia chegado ao ponto de encontro, estava atrasado. Carregados apenas com programas específicos para medição de hidrômetro e sem seus carregadores, os palms são elefantes brancos nas mãos dos criminosos. A motivação para o roubo dos equipamentos ainda não foi esclarecida.

Segunda-feira, dos 20 funcionários que estavam na rua fazendo medição, apenas 11 usavam palms. Os demais faziam a leitura manualmente – algo que não ocorria há cerca de uma década, quando foi implantado o primeiro sistema digital.

Os MCPs, como eram conhecidos os equipamentos, foram substituídos há um ano pelos palm tops. Não há como regredir para a tecnologia anterior porque, com a mudança dos computadores, todo sistema de armazenamento de dados foi trocado. A Ecosama ainda não fez um levantamento dos custos necessários para se adaptar a essa nova situação. “Qualquer alternativa irá gerar custos adicionais para empresa. Se voltarmos para leitura manual, teremos gasto. Se mantivermos a escolta, também teremos gasto. São quatro vigilantes que custam R$ 5,9 mil por mês, cada um”, explicou o diretor-geral.

Para diluir os custos adicionais, não está descartada a possibilidade de um reajuste nas contas de água. A definição do percentual depende da análise do balanço de custos dos próximos meses. O último aumento de tarifa registrado em Mauá ocorreu em janeiro desse ano. Um decreto assinado pelo prefeito Leonel Damo (PV) concedeu reajuste de 49% nas contas. A medida foi impopular e gerou a reação de vários setores da sociedade. Pressionado, o chefe do executivo determinou, em março, a redução de 5% na tarifa.



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