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Estado reserva 12,1 milhões de vacinas a crianças de 3 a 11 anos

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Instituto Butantan vai encaminhar solicitação à Anvisa para liberação do uso do imunizante para este público-alvo, a exemplo de outros países



09/12/2021 | 08:28


O governador João Doria (PSDB) anunciou ontem que o Estado de São Paulo reservou 12 milhões de doses da Coronavac para crianças de 3 a 11 anos. Na próxima semana, o Instituto Butantan vai encaminhar à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nova solicitação para liberação do imunizante para este público-alvo. O primeiro pedido foi protocolado em agosto.

“Agora temos um segundo pedido, acompanhado dos estudos feitos pela Sinovac, laboratório privado chinês que produz a Coronavac. Lembrando que a Coronavac já é aplicada em crianças de 3 a 11 anos na China, Filipinas, Malásia, Chile e Equador. Portanto, com isso, o Instituto Butantan entende que é hora de iniciar a vacinação de crianças no Brasil, e a Coronavac mostra-se eficaz, segura e adequada para esse público”, disse Doria.

A quantidade de doses da vacina é suficiente para imunizar todas as crianças de 3 a 11 anos do Estado, que tem 5,1 milhões de pessoas nesta faixa etária. O excedente deve ser negociado pelo Instituto Butantan com outros países, Estados e municípios do Brasil.

“A Coronavac é a vacina mais aplicada em todo o mundo, com eficácia e segurança mais do que comprovadas, inclusive pelo uso em outros países, e deve ser sim usada em crianças. Estamos preparando o segundo dossiê para a Anvisa solicitando essa autorização e esperamos que a Anvisa nos atenda neste pleito, que é necessário para o Brasil, à semelhança do que acontece em outros países, já usando extensivamente essa vacina”, destacou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

PASSAPORTE VACINAL
Doria disse que ontem o governo enviou ofício ao Ministério da Saúde pedindo que adote a obrigatoriedade da apresentação do comprovante de vacinação para os viajantes que chegam ao Brasil. A iniciativa é uma orientação dos especialistas do Comitê Científico da Covid-19 no Estado.

“A iniciativa é validada pelo Comitê de Saúde do Estado e é um procedimento equivalente ao que outros países têm adotado. Temos o maior porto da América Latina e o maior aeroporto da América do Sul. São Paulo é, portanto, a principal porta de entrada de estrangeiros no País. A medida foi corretamente recomendada pela Anvisa. Não há razão para o governo federal negar ou não avançar no passaporte vacinal, exceto se por razões política ou ideológica, porque de saúde, não há”, disse Doria.

O Estado é o principal destino dos voos domésticos e internacionais do Brasil. Com três dos aeroportos mais movimentados do País – Cumbica, Viracopos e Congonhas –, São Paulo recebe um terço dos voos caseiros e dois terços do total de voos internacionais do Brasil.
O governo federal é o responsável pela vigilância dos portos e aeroportos e a medida torna-se ainda mais importante diante do cenário de novas variantes, como é o caso da ômicron (B.1.1.529), com três casos já confirmados no Estado de São Paulo.

Vacinas são eficazes contra a ômicron
OMS (Organização Mundial da Saúde) revelou que as vacinas são eficazes contra a nova variante ômicron do coronavírus, detectada na África do Sul, ao proteger os infectados que desenvolvem doença grave. “Não há razão para duvidar” de que as vacinas atuais protegem os doentes infectados com ômicron contra formas graves de Covid-19, afirmou o responsável pela resposta de emergência em saúde pública da OMS, Michael Ryan.

“Temos vacinas muito eficazes, que se mostram potentes contra todas as variantes até agora, em termos de gravidade da doença e hospitalização, e não há razão para acreditar que não seja o caso” com a ômicron, disse Ryan, acrescentando que estão no início estudos da variante, detectada apenas em 24 de novembro e que já foi registrada em cerca de 40 países, incluindo o Brasil.

PFIZER
Estudos preliminares demonstraram que três doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 neutralizam a variante ômicron. O anúncio foi feito pelas empresas Pfizer e Biontech, responsáveis pelo imunizante. A pesquisa, feita com testes de anticorpos, mostrou que duas doses podem não ser suficientes para proteger as pessoas contra a infecção pela nova variante. Ainda assim, a Pfizer e a Biontech acreditam que essas duas doses podem proteger contra casos graves de Covid-19.

As farmacêuticas informaram que continuam avançando no desenvolvimento de uma vacina que seja específica para a ômicron. A previsão é que o imunizante esteja disponível em março do ano que vem, se for necessário.



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