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Uruguaio. Paulistano. Palestrino. E ele honra a camisa do Azulão


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

08/12/2021 | 00:01


Sempre fui um ávido consumidor de conteúdos de pesquisadores e historiadores. Esta é a melhor forma de compreender a importância deste trabalho. Desde pequeno gostei dos detalhes técnicos, das histórias e do folclore do futebol, registrados na memória e nunca considerados como material a ser trabalhado.

PALMEIRAS

Meu time de coração é o Palmeiras. Curiosamente de uma forma um pouco diferente da maioria dos torcedores, normalmente influenciados por pais ou familiares. Meu pai era um imigrante grego que não tinha nenhum interesse ou conhecimento de futebol.

A paixão surgiu assistindo no início dos anos 60 – acho que era 1961 – a um jogo do Palmeiras na TV Record com narração do Raul Tabajara e deslumbrado com o futebol do Julinho Botelho. Daí para frente o Palmeiras é parte integrante e importante na minha vida. Felizmente consegui de forma ‘democrática’ que todos meus filhos se tornassem palmeirenses de verdade, principalmente o Victor, que é meu grande companheiro nos estádios.

TÚNEL DO TEMPO

Se pudesse, gostaria de voltar a 1951 por ocasião da Taça Rio para sentir in loco qual foi a verdadeira percepção da torcida paulista e brasileira com relação àquela conquista mundial. Perdoem os amigos corintianos, mas tenho certeza que o sentimento de todos naquele momento foi muito mais intenso que, por exemplo, o Mundial de Clubes de 2000.

GRANDE ABC

Meu contato com o futebol do (Grande) ABC sempre foi acompanhando clubes como o Saad e o Santo André nos campeonatos.

Nos anos de 2000 e 2001, e pela mão do meu saudoso amigo Ademir Prevelato (ex-diretor da base do Palmeiras), morador de São Caetano e muito ligado ao Azulão, pude acompanhar mais de perto as disputas da Copa João Havelange e os embates da Libertadores, tendo frequentado algumas vezes o Anacleto Campanella. São excelentes lembranças. 

Ganhei em uma das reuniões do Memofut, por sorteio, uma belíssima camisa comemorativa dos 25 anos do Azulão, doada ao grupo pelo Luiz Romano.

MEMOFUT

No Memofut posso desfrutar do enorme conhecimento dos integrantes, além da qualidade humana nas relações.

Cheguei ao grupo em 2013, levado por um amigo que havia sido convidado por uma amiga dele. Infelizmente esta amiga veio a falecer pouco depois e não tive a oportunidade de agradecê-la como queria por ter me proporcionado esta mágica oportunidade. O amigo que me convidou não permaneceu no grupo. 

IDOLOS

No futebol, sem dúvida, é Ademir da Guia, o Divino. Desde moleque tentava imitar suas passadas largas e lentas e seus movimentos,evidentemente sem sucesso. Também admirei muito (quase à idolatria) Luis Chevrolet e Jorge Mendonça.

No Memofut fui carinhosamente acolhido pelo Sr. Domingos D’Angelo (um oriundo que escapou do rebanho). Tenho muita admiração pelo trabalho de coordenação dos amigos Alexandre Andolpho, Gustavo Longhi de Carvalho e Rodrigo Saturnino Braga.

EMOÇÕES

As maiores, sem dúvida, foram os nascimentos dos quatro filhos. É uma emoção com a qual a gente nunca se acostuma. Cada vez é igual à primeira.

No futebol, minha maior emoção foi a final do Paulista de 1974, por todas as circunstâncias que a cercaram, como a fila do Corinthians e a nossa presença em absoluta minoria no Morumbi naquele glorioso 22 de dezembro. Com relação a esse jogo vivi um episódio muito marcante. 

Havia um bar na faculdade atrás do prédio chamado Biênio que se chamava Bar do Belo. Era comandado pelo Belo e seu irmão, ambos corintianos absolutamente fanáticos e com idade que lhes permitiu acompanhar os 20 anos de fila. 

Apostei com o Belo um engradado de cerveja na final. Na segunda feira fui cobrar o pagamento da aposta. O irmão do Belo me recebeu. Pediu para que eu deixasse para depois. 

Fui ao fundo do bar e encontrei o Belo com os olhos vermelhos, cabisbaixo e sentado num caixote. Só restou consolá-lo e perdoar a aposta. Imagem marcante para mim do que realmente é a paixão que só o futebol pode proporcionar.

DE PRIMEIRA

Nascimento:Montevidéu, Uruguai, em 8 de dezembro de 1955.

Filiação: Sylvain Yacar e Rebeca Curiel de Yacar.

Esposa: Milena.

Filhos: Gabriella, Raffaella, Isabella e Victor

Formação: Ensino médio, Colégio Dante Alighieri; superior, Escola Politécnica da USP, 1978. 

Esperança: Que as reuniões presenciais do Memofut retornem. Faz muita falta o contato com os companheiros.



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