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Juros: curva volta a mostrar movimento de desinclinação, à espera do Copom



07/12/2021 | 19:12


A curva de juros voltou a mostrar movimento de desinclinação nesta terça-feira, 7, com as taxas de curto prazo em alta e as longas em queda. A expectativa pelo Copom amanhã manteve a ponta curta pressionada, enquanto os longos caíram acompanhando o alívio no câmbio e favorecidos pela melhora do apetite ao risco no exterior, que atraiu fluxo de estrangeiros. Na última hora da sessão regular, porém, o mercado ficou mais cauteloso com a movimentação em Brasília, onde o Congresso tem dificuldades para fechar acordos em várias frentes, em especial a da PEC dos Precatórios, que vai abrir caminho para a definição do Orçamento, com o prazo cada vez mais apertado. A expectativa do Copom amanhã gira em torno do comunicado, na medida em que há consenso de que a Selic deve subir 1,5 ponto porcentual, para 9,25%.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou a 11,485% (regular) e 11,48% (estendida), de 11,404% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 10,914% para 10,86% (regular) e 10,84% (estendida). O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 10,85% (regular )e 10,84% (regular), de 10,943%.

A curva chega à véspera da decisão do Copom com prêmios bem ajustados para um novo aperto da Selic de 1,5 ponto porcentual, em função dos sinais de fraqueza da atividade e níveis mais comportados dos preços das commodities, ainda que as cotações do petróleo hoje tenham subido. O avanço, no entanto, acabou por enfraquecer o dólar, levando o real para mais perto de R$ 5,60, o que também foi citado pelos players como um fator que ajudou a ponta longa a ceder. O humor nos mercados internacionais vem melhorando na medida em que as preocupações com a cepa ômicron vão saindo do radar, e hoje há relatos de entrada de estrangeiros na curva.

Para o Copom de amanhã, a grande expectativa é pelo o que deve sinalizar para o restante do ciclo, dada a forte desancoragem das projeções em relação às metas. "A comunicação oficial dos membros do Copom após a divulgação da ata de outubro parece indicar que em breve o comitê optará por ajustar o horizonte da política monetária dando maior peso explícito para o ano calendário de 2023", afirmam os profissionais do Banco Fibra. "Em nossa opinião, isso reduz fortemente a probabilidade de o BC intensificar o ritmo de alta da Selic como chegou a ser precificado pela curva de juros recentemente", acrescentam.

Na última hora da sessão regular, o noticiário negativo vindo de Brasília trouxe algum estresse à curva, com as taxas curtas ampliando levemente a alta e as longas pontualmente reduzindo o ritmo de baixa. Há temor de atraso em relação à toda agenda fiscal que está no Congresso, dada a falta de acordo em várias frentes.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), cancelou a sessão deliberativa do Congresso que analisaria hoje vetos do Executivo e projetos de lei para abertura de créditos adicionais ao Orçamento deste ano. Um dos motivos foi o fato de que alguns líderes queriam votar hoje os vetos do presidente Jair Bolsonaro à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, mas não houve acordo. Além disso, projetos de créditos adicionais ao Orçamento deste ano que ainda não foram votados na Comissão Mista de Orçamento (CMO) geraram impasse.

Ainda, Pacheco admitiu o impasse em torno da promulgação da PEC dos Precatórios e não descartou a possibilidade de fatiar o texto. Disse estar avaliando "todas as possibilidades" para resolver o impasse em torno da promulgação da medida e para destravar o Auxílio Brasil. Ainda, citou 22 de dezembro, último dia do período legislativo do ano, como prazo limite para a decisão.

A economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, acredita que a tendência é o mercado ficar oscilando nessa toada da decisão ou não pelo fatiamento. "Como eles estão analisando a possibilidade da derrubada de alguns vetos, deve haver outras negociações que a equipe econômica está avaliando", disse.

No leilão de NTN-B, o Tesouro ofertou 950 mil títulos, lote pouco maior do que na semana passada, que ficou em 850 mil. Não houve demanda integral, com venda de 943.300 e DV01 de US$ 357 mil.



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