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Metaverso já é realidade, diz especialista em criptomoedas

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Da Redação
Do 33Giga

07/12/2021 | 11:55


Depois que o Facebook mudou seu nome para Meta, sinalizando seu compromisso de construir sua própria plataforma, o interesse pelo conceito do metaverso disparou. Diversas empresas começaram a anunciar sua entrada nesse mercado aparentemente promissor.

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O caso mais recente foi o da Adidas, que anunciou uma parceria com o Bored Ape Yacht Club, uma coleção NFT, para entrar no metaverso.

Mas o que é o metaverso?

Em poucas palavras, trata-se de um termo que se refere a uma variedade de ambientes virtuais 3D online. Neles, as pessoas podem jogar, construir coisas, socializar, trabalhar e até mesmo negociar e ganhar criptoativos.

O hype em torno desse universo é tamanho que um pedaço de imóvel virtual no metaverso baseado em criptomoedas Decentraland foi vendido por um valor recorde de US$ 2,4 milhões. Até mesmo o rapper Snoop Dogg entrou na onda e construiu uma “mansão” virtual dentro do metaverso Sandbox.

A verdade é que o metaverso pode ser algo promissor. Ainda mais se as previsões da Grayscale estiverem certas. De acordo com a gestora de criptoativos, os projetos de metaverso representam uma oportunidade de mercado de mais de US$ 1 trilhão de receita anual.

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“Sem sombra de dúvidas, a mudança de nome do Facebook para Meta funcionou como um catalisador para o tema metaverso, apesar de não ser um conceito novo”, diz Paulo Aragão, especialista em criptomoedas, cofundador do CriptoFácil e host no Bitcast. “Afinal, ele foi criado no início da década de 90 pelo escritor Neal Stephenson, mas somente agora estamos criando condições reais para uma implementação em diferentes áreas e em diferentes escalas tecnológicas.”

Além de poder ser uma oportunidade para empresas de tecnologia e de outros setores, o metaverso pode impulsionar também o mercado de criptomoedas em geral. Segundo o estrategista do Bank of America, Haim Israel, os projetos de metaverso criarão grandes oportunidades para a tecnologia de blockchain e farão com que as criptomoedas cheguem de vez ao mainstream.

Paulo Aragão concorda com essa ideia e acredita que os criptoativos possibilitarão a criação de um ecossistema muito robusto e eficaz dentro dos metaversos.

“E digo metaversos no plural porque acredito que – ao menos inicialmente – teremos diversos coexistindo. Como se fossem planetas diferentes com diferentes características”, diz. “A larga adoção das empresas é um sinal de que já deixou de ser uma utopia e já é uma realidade breve. Mas, como tudo que ainda está em seu estágio embrionário, não sabemos ainda todo o potencial. Os próximos anos serão bem excitantes.”



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