Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 19 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

IGP-DI de novembro cai 0,58%, ante alta de 1,60% em outubro, diz FGV



07/12/2021 | 08:46


O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 0,58% em novembro, após um avanço de 1,60% em outubro, divulgou nesta terça-feira, 7, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O recuo ficou mais intenso do que a mediana negativa de 0,44% das estimativas na pesquisa Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de queda de 0,96% a avanço de 0,49%. Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma elevação de 16,28% no ano e avanço de 17,16% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve redução de 1,16% em novembro ante uma alta de 1,90% em outubro. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, subiu 1,08% no mês passado, após o avanço de 0,77% em outubro. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, teve elevação de 0,67% em novembro, depois da alta de 0,86% antes.

O período de coleta de preços para o índice de novembro foi do dia 1º ao dia 30 do mês.

Gasolina e etanol

As altas de 7,44% no custo da gasolina e de 10,61% no etanol pressionaram a inflação ao consumidor dentro do IGP-DI de novembro, informou a FGV. O IPC-DI teve elevação de 1,08% no mês passado. Duas das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de 1,31% em outubro para 3,07% em novembro) e Habitação (de 0,37% para 0,56%). Houve influência dos itens: gasolina (de 2,73% para 7,44%) e condomínio residencial (de 0,39% para 1,43%).

Na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos Alimentação (de 0,88% para 0,66%), Comunicação (de 0,44% para 0,09%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,25% para 0,16%), Vestuário (de 0,81% para 0,59%), Educação, Leitura e Recreação (de 1,57% para 1,51%) e Despesas Diversas (de 0,28% para 0,20%).

Os destaques partiram dos itens: hortaliças e legumes (de 9,40% para 6,68%), tarifa de telefone residencial (de 5,07% para 0,25%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,56% para 0,17%), calçados (de 1,32% para 0,37%), passagem aérea (de 9,97% para 8,87%) e alimentos para animais domésticos (de 1,98% para 1,00%).

O núcleo do IPC-DI passou de alta de 0,44% em outubro para um avanço de 0,43% em novembro. Dos 85 itens componentes do IPC, 36 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 71,94% em outubro para 69,35% em novembro.

O núcleo do IPC-DI é usado para mensurar tendências e calculado a partir da exclusão das principais quedas e das mais expressivas altas de preços no varejo. Ainda de acordo com a FGV, o núcleo acumulou uma elevação 4,41% no ano e avanço de 4,77% em 12 meses.

Construção

A alta no custo da mão de obra e dos materiais de construção sustentou a inflação do setor no IGP-DI de novembro. No INCC-DI, o índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços saiu de uma alta de 1,68% em outubro para um aumento de 0,95% em novembro. O custo dos Materiais e Equipamentos passou de alta de 1,92% em outubro para avanço de 1,03% em novembro, enquanto os Serviços saíram de 0,47% para 0,52%.

Já o índice que representa o custo da Mão de Obra passou de uma estabilidade (0,00%) em outubro para um aumento de 0,38% em novembro.

IPAs

Os preços dos produtos agropecuários no atacado medidos pelo IPA Agrícola recuaram 1,71% em novembro, depois de uma queda de 0,06% em outubro, dentro do IGP-DI. Já os produtos industriais - mensurados pelo IPA Industrial - caíram 0,93% em novembro, ante aumento de 2,72% em outubro.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 0,62% em novembro, ante um avanço de 1,47% em outubro. Os preços dos bens intermediários subiram 2,68% em novembro, após aumentarem 3,47% em outubro. Os preços das matérias-primas brutas registraram redução de 6,40% em novembro, depois do avanço de 0,75% em outubro.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;