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Prefeituras investem R$ 186,4 milhões para combater enchentes

Celso Luiz/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ações para enfrentar período das fortes chuvas foram realizadas em Santo André, São Bernardo e Diadema


Thainá Lana
Do Diário do Grande ABC

07/12/2021 | 00:16


Nos últimos dois anos, Santo André, São Bernardo e Diadema investiram cerca de R$ 186,4 milhões em obras e ações preventivas de combate às enchentes – São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires não informaram as verbas empenhadas durante o período. Entre as ações promovidas pelas prefeituras estão os serviços de canalização de córrego, microdrenagem de vias, limpeza de piscinões, construção de taludes em áreas de risco e serviços de limpeza urbana nos municípios. As ações tentam evitar que o incidente de março de 2019 se repita – quando o Grande ABC foi palco de uma das piores enchentes da história, que deixou dez mortos e 284 pessoas desabrigadas. 

Entre as três cidades, São Bernardo foi a que mais empenhou recursos públicos para medidas preventivas de combate às enchentes. Durante o período, foram investidos cerca de R$ 141,7 milhões para canalização dos córregos Ribeirão dos Couros e dos Lima, limpeza e manutenção dos piscinões municipais instalados na cidade, além de obras de microdrenagem no bairro Demarchi.  Segundo a Prefeitura, do total, “R$ 60 milhões estão sendo investidos desde o último ano na construção de 30 taludes em áreas de risco espalhadas pelo município”, explicou a administração em nota. 

Em Diadema, o valor investido para combater os pontos de alagamento na cidade foram destinados à obra do córrego Grota Funda, no bairro Eldorado. No total, a administração pública já destinou R$ 4,7 milhões para finalização das intervenções que ocorrem desde 2014 na cidade, sendo R$ 415 mil em 2020, e R$ 4,3 milhões neste ano. 

Desde junho de 2021, Santo André realiza as obras do Complexo Viário Cassaquera, com o objetivo de melhorar o escoamento de águas pluviais e, assim, tentar controlar a possibilidade de ocorrerem alagamentos na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello e transbordamento do Córrego Cassaquera. As intervenções envolvem a canalização de 1,7 quilômetro do curso d’água, construção de 1.065 metros de galerias de águas pluviais, 3.200 metros de guias e sarjetas e 71 bocas de lobo. O valor investido foi de cerca de R$ 40 milhões, recurso que também contempla os serviços de construção do novo sistema viário, duas travessias sobre o córrego, implantação de iluminação de LED, dentre outros.

INVESTIMENTO 2022
No próximo ano, a expectativa é que a cidade de Rio Grande da Serra invista R$ 1,7 milhão para execução das obras de infraestrutura de microdrenagem e prevenção de combate às enchentes e inundações na Rua Maria de Figueiredo, no Centro do município, e na Avenida Leiutaud, no bairro Santa Tereza. A iniciativa faz parte do pleito que a cidade conquistou junto à  Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), ligada à Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, e que está em fase de formalização do convênio para  iniciar o processo licitatório.

IMPACTOS DAS CHUVAS
O presidente da Fundação Viva, associação de moradores do bairro Fundação, de São Caetano, que foi criada após a pior enchente da história da região, em 11 de março de 2019, Rogério Bregaida, 34 anos, afirma que a comunidade já está em alerta para o período de chuvas. “Muitos companheiros do bairro têm traumas por conta daquele trágico dia, e precisam até tomar antidepressivos em razão do que aconteceu. Chega esta época do ano e não temos paz, cada trovão, cada chuva, já pensamos o pior. As enchentes não destroem apenas as casas, mas também a capacidade da pessoa viver em paz na cidade”, desabafou Bregaida, que ainda reforça a importância do investimento público para tentar evitar novas tragédias. 

“Após 2019 a Prefeitura prometeu que seriam tomadas providências, porém até agora nada foi feito. A Fundação tenta cobrar do poder público maior transparência em relação ao investimento, no entanto, não temos retorno. Seria muito melhor investir em medidas preventivas, ao invés de desembolsar verbas emergenciais para tentar controlar os danos causados pelas chuvas”, finalizou.

(colaborou Daniel Tossato) 



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