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O futebol regional no caminho empresarial


Dérek Bittencourt

07/12/2021 | 00:01


A SAF (Sociedade Anônima do Futebol) não é o futuro, mas, sim, o presente das agremiações brasileiras. E alguns dos times do Grande ABC estão caminhando junto deste movimento. O Santo André se organiza para em 2022 se tornar clube empresa e poder desvincular o futebol da parte social, um relacionamento que nunca foi muito saudável, trazendo investidores para controlar a equipe, como defenderam ao Diário os presidentes Sidney Riquetto (clube) e Celso Luiz de Almeida (conselho deliberativo). O São Caetano, por sua vez, já vem sendo gerido dessa forma pelo ambicioso Manoel Sabino Neto, que revelou na Entrevista da Semana publicada ontem planos para construir a Arena Azulão no lugar do Estádio Anacleto Campanella. Enquanto isso, o São Bernardo FC, sob batuta da Magnum, que justamente adquiriu o futebol aurinegro no momento mais delicado da história do Tigre, que passava por grave crise financeira, atualmente é o mais consolidado da região neste tipo de gestão – e o resultado veio com dois títulos nesta temporada: a Série A-2 do Paulista (voltando à elite estadual) e a Copa Paulista (com direito a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro do ano que vem).

Para o Ramalhão, que já está na elite do Estadual e figura na Quarta Divisão do Nacional, investimento e gestão empresarial – possivelmente estrangeiros – poderão fortalecer e recolocar o time nas camadas de destaque do Campeonato Brasileiro, como aconteceu entre os anos 2000 e início dos anos 2010. E deve, ao mesmo tempo, fortalecer o poliesportivo. Para o Azulão, a fórmula é similar, com a diferença que o time já encontrou seu padrinho financeiro. Manoel Sabino Neto, Mauricio Reigado e companhia definiram como missão inicial fortalecer as categorias de base para, a partir de 2023, montar o time profissional com pratas da casa. Depois, ainda vislumbram a construção de um moderno estádio. Ou seja, se pensam a longo prazo, sem dúvida vão fincar cada vez mais raízes na cidade. Prova disso é a bela sede da São Caetano Futebol SAF inaugurada sexta-feira, em frente ao Anacleto Campanella. Que baita lugar! Seis pavimentos de luxo, requinte e muito dinheiro investido - tanto que há, no sexto andar, uma máquina para exames detalhados nos jogadores, que custa aproximadamente R$ 160 mil e há menos de uma dúzia no País, segundo os dirigentes.

Já o Tigre, arrematado pela empresa de relógios entre o fim de 2019 e o início de 2020, vem colecionando sucessos desde então, chegando, no mínimo, às semifinais de todas as competições profissionais do período, colecionando os títulos pré-citados no início desta coluna. O projeto idealizado junto ao finado técnico Marcelo Veiga – na semana que vem, inclusive, completa um ano desde a morte do treinador, vítima da Covid –, vem logrando êxito e não só devolveu o São Bernardo FC à elite e a uma competição nacional, como adquiriu um CT às margens da Billings. O local, inclusive, deverá estar parcialmente apto para uso do time depois do Paulistão quando, enfim, a delegação deverá deixar o resort de Marcelinho Carioca, em Atibaia, onde concentra e treina desde a aquisição da Magnum (já que foi despejado do Estádio 1º de Maio). Aliás, por falar no estádio, é justamente a empresa gestora do Aurinegro que deverá realizar as obras para deixar o local em ordem para o Paulistão.

DO BOM E DO MELHOR
O evento de inauguração da sede do São Caetano Futebol SAF contou com as presenças de diversas autoridades de São Caetano, entre vereadores, secretários e até mesmo o deputado estadual Thiago Auricchio, este que realizou um tour guiado pelo próprio presidente Manoel Sabino Neto. Compareceram ainda o tetracampeão mundial Mauro Silva, vice-presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), e o pentacampeão Edmilson, ex-consultor desta gestão, além do secretário estadual de Esporte, Aildo Ferreira. Torcedores comuns e uniformizados, aliás, também marcaram presença. E todos estes foram agraciados com um belo jantar, este que contou inclusive com sashimi de lagosta. “Podem comer que já está tudo pago”, brincou o mandatário azulino, que pouco antes, quando uma das caixas de som falhou durante a exibição de um vídeo, já havia feito outra piada. “Gastamos tudo na sede, não sobrou para o equipamento”, disse, tirando gargalhadas dos presentes.

EXEMPLO
Neste fim de semana que passou, a iniciativa de uma enfermeira de São Caetano chamou atenção. Mariane De Chiara, da Clínica Chiquetá, promoveu caminhada e treino funcional junto a pacientes que eliminaram peso por meio de um programa de emagrecimento, com arrecadação de alimentos não perecíveis. E a ação foi um sucesso. Os 100 quilos arrecadados serão doados ao Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura e a ideia da enfermeira é tornar o evento constante. “O retorno da ação foi tão positivo, que a minha proposta a partir de agora é que todos os pacientes que entrarem no projeto Esbelt doem a quantidade de quilos eliminados em alimentos não perecíveis”, disse Mariane. Parabéns pela iniciativa. Exemplo a ser seguido. 



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