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Agesbec completa 50 anos de atividades, se moderniza de olho no futuro e planeja crescer 30% em 2022


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

05/12/2021 | 08:14


A experiência no setor de armazenamento de cargas deu à família Drago condições de analisar o desempenho da economia brasileira a partir das mercadorias que recebe nos 65 mil metros quadrados – sendo 20 mil metros de galpões – de área que administra em São Bernardo. “Se começa a chegar máquinas, sabemos que a indústria vai bem. Se vêm produtos prontos, a produção será baixa”, afirma o patriarca Filippo Drago, 81 anos, que em 1999 foi responsável pela aquisição da Agesbec (Armazéns Gerais Entrepostos São Bernardo) S/A, empresa que acaba de completar 50 anos, mira o futuro e, para o próximo ano, tem planos de crescer 30%.

Pelo terminal que os Drago administram, no bairro Demarchi, passa de tudo. “De leite em pó a parafuso”, afirma Ricardo Drago, 44, o filho que sucedeu Fillipo na presidência em 2012. “Recebemos todo tipo de produto. Estamos credenciados a todo tipo de mercadoria”, explica, destacando os itens destinados ao tratamento da Covid-19, como respiradores, macas e materiais voltados à pesquisa química que passaram pela empresa desde o início da pandemia. 

 Embora seja uma área particular, o espaço é rigidamente controlado pela Receita Federal. “É como se fosse o corpo e o espírito”, sintetiza Ricardo. “Um sem o outro não funciona. Aqui é uma descentralização da própria aduana, que, em tese, deveria ser a provedora de um espaço como esse, mas deu a chance à iniciativa privada de ser um depositário para cargas que estão em suspensão tributária”, completa. 

Dentro da Agesbec funciona uma delegacia aduaneira, que está vinculada à inspetoria de São Paulo da Receita Federal. É ela que gere as importações e exportações ocorridas no Estado, seja pelo Porto de Santos ou pelos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, ou Viracopos, em Campinas.

A empresa movimenta em torno de R$ 4 bilhões de mercadorias por ano, mas quer mais. “Somos uma fronteira entre o Brasil e o resto do mundo. Porém, queremos também levar os produtos na casa do cliente, ou ser parte desse processo. As empresas podem ter um espaço exclusivo dentro da nossa estrutura”, afirma o presidente. Ele projeta crescimento de 30% em 2022.

Protagonismo

Além do armazém de São Bernardo, os Drago administram outro empreendimento de logística em Miami, nos Estados Unidos. E são exemplos do Exterior que inspiram Ricardo no planejamento do futuro. “Pretendo chegar no nível que se oferece em outros países, onde os armazéns são robotizados”.

A Agesbec é uma empresa de vangarda desde a sua criação, em 1971. Foi pioneira na prestação de serviços de entreposto aduaneiro e depósito alfandegado certificado no País. Nasceu como uma empresa de economia mista, com 51% das ações sendo da Prefeitura de São Bernardo, e o restante de grandes companhias da região, principalmente as montadoras de veículos. Na época, funcionava no Jardim do Mar, onde hoje estão Poupatempo, Bom Prato e COI (Centro de Operações Integradas). 

Em 1994, quando o governo federal acabou com o protecionismo à indústria brasileira e abriu as fronteiras do País, o terminal precisou trabalhar dia e noite. O movimento foi tanto que congestionava as ruas do bairro e até mesmo a Via Anchieta. Até o pavilhão Vera Cruz acabou sendo utilizado para armazenar itens que chegavam de toda parte do planeta. 

Em 1999, em leilão realizado na então Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo, atual B3), o Grupo Drago arrematou a Agesbec por R$ 4 milhões.

E quando miram o futuro do negócio que administram, além de se espelharem na trajetória de sucesso da Agesbec, os Drago têm o exemplo familiar como modelo.

Filippo chegou ao Brasil em 1951, com 11 anos, quando a família deixou a Itália por causa da Segunda Guerra Mundial. “Me lembro das bombas.”

Seu pai, Lorenzo Drago, pretendia ir para os Estados Unidos, mas como os portos estavam fechados, veio para o Brasil e fez sua vida em São Paulo.

Filippo foi empresário do ramo da metalurgia por 35 anos. Montou empresa em São Bernardo para poder fornecer para as montadoras de automóveis instaladas na cidade. Em 1992, por conta da crise econômica, migrou para o ramo de armazenamento e logística. Inicialmente como minoritário na Agesbec, até se tornar dono.

Hoje são os filhos que tocam o negócio. Além de Ricardo na presidência, Cristina atua no setor financeiro. “Os filhos fazem melhor que os pais. É isso o que a gente tem notado. Eles evoluem as empresas. São o futuro”, exalta Filippo.



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