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Dezembro Verde: amadureça essa ideia


Do Diário do Grande ABC

03/12/2021 | 23:59


Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e atualizados pelo Instituto Pet Brasil, mais de 60% dos lares brasileiros têm um animal de estimação. São 54,2 milhões de cães e 29,3 milhões de gatos.
Na ciência, há estudos que comprovam que a companhia de um pet ajuda a autoestima, o convívio social e a mobilidade dos humanos. Quando o assunto é economia o segmento deve alcançar crescimento de quase 14% em 2021. Mas nem tudo são flores. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam 30 milhões de animais vivendo nas ruas no Brasil: 20 milhões são cachorros e 10 milhões são gatos.


Há também pesquisa Ibope que revela, por exemplo, que 92% dos entrevistados já presenciaram maus-tratos a animais e que somente 17% disseram ter realizado denúncia. O estudo também aponta que 67% dos internautas pesquisados já viram animais abandonados em suas cidades; 32% realizaram resgate de algum animal e 30% adquiriram seus pets em eventos de adoção. Diante de tal cenário, políticas públicas se fazem cada vez mais necessárias para erradicar abandono e maus-tratos. Ações de educação e de saúde precisam chegar a todos. E punir seguindo as leis. Animais nas ruas tornam-se problema de saúde pública e pode ocorrer aumento nos casos de zoonoses, como a raiva, a leishmaniose, a esporotricose (micose subcutânea) e verminoses. Isso não é achismo, é ciência monitorada pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), que estima que 60% das doenças infecciosas humanas têm sua origem em animais, domésticos ou selvagens. Por isso indiquei ao prefeito de Santo André que as equipes do programa médico de família tenham um profissional veterinário. Saúde humana e saúde animal caminham juntas.


Nos meus 16 anos de formação em medicina veterinária e pós-graduada em saúde pública, com mais de 20 anos de voluntariado, e estando agora vereadora por Santo André, luto ainda mais incansavelmente pelo bem-estar animal. Já criei só neste primeiro ano de mandato quatro leis que tratam do universo pet e tenho ainda outra em tramitação na casa. Iniciamos o último mês do ano e entra em cena lei de minha autoria, o Dezembro Verde, campanha de conscientização contra abandono e maus-tratos. O Executivo deve realizar ações nesse sentido, bem como informar que maltratar animais, abandoná-los e comercializar animais silvestres são crimes ambientais. Por fim, levar para nossas crianças o conhecimento sobre o tema e criar nos futuros tutores de animais domésticos a cultura do amor, do bem tratar, do zelo pelos animais.


Dezembro Verde: amadureça essa ideia.

Ana Lucia Ferreira Oliveira Meira é médica-veterinária, mestre com MBA em saúde pública, atuante na proteção animal e vereadora de Santo André.


PALAVRA DO LEITOR

Celso ou Duque? – 1
Que tal emprego para comparecer poucas vezes na semana no local de ‘trabalho, ter diversos benefícios, vários ajudantes, não ter preocupação com nada, receber R$ 15 mil e não fazer quase nada? Ou melhor, somente propor troca de nome de logradouros públicos. Pois é isso que se faz na Câmara de Santo André. O vereador Márcio Colombo, atarefado, propõe mudar o nome do Parque Celso Daniel (Política, ontem). Olha que projeto relevante! Vereador, por favor, vai procurar o que fazer! Pegue enxada e vá capinar o mato das margens do Córrego Guarará, já bem alto.
Pâmela Diomino
Santo André


Celso ou Duque? – 2
Era só o que faltava! Talvez por falta do que fazer, o vereador Márcio Colombo, do MBL (Movimento Brasil Livre), de Santo André, propõe mudar o nome do Parque Celso Daniel. Precisa falar para esse cidadão quais são as atribuições de um vereador e orientá-lo quanto às necessidades do povo. Esse ‘movimentozinho’ começou como voz a favor de mudanças na política, mas bastou se juntar às ‘laranjas podres’ para se contaminar e apodrecer também. Cadê a opinião desse grupinho em relação à ideia de aumentar de 21 para 27 o número de vereadores em Santo André?
João Antônio Penha
Santo André


Emergências
Felizmente, em relação ao Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), que quer impedir a utilização dos dispositivos extraglóticos por enfermeiros em situações de emergência, a Justiça Federal, por meio da juíza Ivani Silva da Luz, concordou com o argumento do Ministério Público Federal, de que ‘impedir que enfermeiros habilitados atuem em situações emergenciais em que não há médicos disponíveis seria verdadeiro atentado à vida’. Algumas reflexões precisam ser feitas, como, por exemplo, a Lei do Ato Médico está sendo utilizada em favor da vida ou para reserva de mercado? Também chama a atenção que em todos os pronunciamentos das entidades médicas fica implícito que qualquer médico está preparado para tudo. Quem convive no dia a dia com eles sabe que não é essa a realidade. A enfermagem aprende muito com os médicos, mas também ensina muito. Acreditem que em muitas situações, entre as quais destaco o uso de DEGs (Dispositivos Extraglóticos), muitos médicos não estão aptos a utilizá-los e muitos enfermeiros fazem o procedimento com segurança. Portanto, é preciso que, antes de se pensar em disputas por mercado, as lideranças da saúde se voltem para os usuários, e se coloquem a favor da vida.
Roberto Canavezzi
São Caetano


BRT ABC
O então secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Alexandre Baldy, estimou início das obras do BRT ABC entre os meses de outubro e novembro deste ano, mas até agora, como se sabe, nada. Estranhamente não vi mais nenhum dos políticos falando sobre isso, nem sequer novas reportagens abordando o tema. Gostaria de saber o que acontece, e que este Diário não deixasse o tema cair no esquecimento. Convém também, como sugestão, em questionamento à Metra, também entendo oportuno perguntar se a integração com o Corredor ABD de trólebus será gratuita ou tarifada. No aguardo de algum retorno.
Marcos Zuca
São Bernardo


Ponto cego
Estou indignado com o DET (Departamento de Engenharia de Tráfego) de Santo André, pois não enxerga há mais de seis meses ônibus abandonado na esquina das ruas Igarapava e Andradina. O veículo provoca o chamado ponto cego, pois quem vem da Avenida Atlântica e entra na Igarapava em alta velocidade provoca acidentes com quem vai subir a Andradina. Até o dono da oficina nessa esquina se mudou do local devido às colisões que aconteciam, jogando carros contra sua oficina. Várias vezes socorri acidentados. Peço, como contribuinte, providências urgentes, pois já ouvi até ameaça de pôr fogo no ônibus, que está infernizando a vida de todos. Aguardo providências, antes que mais acidentes aconteçam.
Joaquim da Silva
Santo André 



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