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São Bernardo inaugura primeiro equipamento público de radioterapia do Grande ABC

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Serviço terá capacidade de 80 atendimentos por mês e está localizado no Hospital Anchieta


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

03/12/2021 | 14:12


Atualizada às 16h12

A Prefeitura de São Bernardo inaugurou, na manhã desta sexta-feira (3), o primeiro equipamento público de radioterapia do Grande ABC, localizado no Hospital Anchieta, que até hoje estava destinado somente para atender pacientes com a Covid-19. O novo serviço, de acordo com o prefeito da cidade, Orlando Morando (PSDB), tem capacidade para atender até 80 pacientes por mês, suprindo a demanda atual que é de 50. Os atendimentos, segundo o chefe do Executivo, são integrados via SUS (Sistema Único de Saúde) podendo até receber pacientes de outros municípios. 

Atualmente, os atendimentos aos pacientes oncológicos estão sendo realizados no Hospital das Clínicas, sendo cirurgias e a quimioterapias. No caso da radioterapia, na cidade, os pacientes precisavam procurar tratamento na rede privada. Agora, a partir deste sábado, os atendimentos já serão transferidos ao Anchieta, e apenas as cirurgias serão realizadas no Hospital das Clínicas. "Antes, a quimioterapia era realizada aqui (no Hospital Anchieta), mas transformamos em hospital Covid. Agora, retorna tudo para cá", declara Morando. 

A inauguração contou com a presença da primeira-dama e deputada estadual, Carla Morando (PSDB), do secretário de Saúde de São Bernardo, Geraldo Reple e do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que destacou sobre o cenário alarmante diante da nova variante da Covid-19 (leia mais abaixo). Segundo a administração municipal, na época em que o equipamento foi adquirido, o dólar "estava na casa dos R$ 4" e o investimento foi em torno de R$ 10 milhões, 20% desse valor providos do próprio município e o restante por parte do Governo Federal. "O Estado ainda investiu em R$ 10 milhões na recuperação completa do Hospital Anchieta, além do apoio com respiradores, já que aqui abrimos 21 UTIs (Unidade de Terapia Intensiva), disponibilizados pelo Estado", completa Morando. 

A ideia do novo serviço é retomar os exames, consultas e tratamentos após a queda no número de casos da Covid-19. No Hospital Anchieta, inclusive, tem apenas um paciente internado na UTI. "O (Hospital) Anchieta já foi maternidade, hospital geral, ficou só hospital voltado para casos de Covid, com 100 leitos e agora, recebemos o que faltava na nossa cidade na oncologia", detalha o secretário de Saúde da cidade, Reple. 

O espaço onde ficará o equipamento conta uma área de monitoramento e a sala de operação logo no piso térreo do hospital. 

"É uma variante de preocupação, mas não é uma variante de desespero", avalia Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que participou da inauguração do equipamento público em radioterapia de São Bernardo, avaliou sobre o cenário da nova variante da Covid-19, a Ômicron, que no último dia 1, o Estado de São Paulo confirmou o 3º caso da variante. De acordo com Queiroga, "é uma variante de preocupação, mas não é uma variante de desespero", pelo menos, não até o momento, já que, segundo o Ministro, o País possui autoridades sanitárias que estão "vigilantes" nesse cenário e darão toda assistência à população se houver nova pressão no sistema de Saúde. 

"Desde setembro, o Governo autorizou o Ministério a aplicar a dose de reforço. Mais de 14 milhões de brasileiros tomaram a dose de reforço e assim vamos nos proteger contra essa variante e contra outras variantes que possam surgir”, relatou em coletiva. "A palavra de transmitir, no momento, é de tranquilidade e confiança", completa. 

O ministro ainda ressaltou que cerca de R$ 26 bilhões dos cofres do Governo foram destinados para a aquisição de vacinas contra a Covid. "Todas as doses, mais de 370 milhões foram distribuídas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e aplicadas nos 5.570 municípios, durante vários dias nas mais de 38 mil salas de vacinação por todo País", ressaltou Queiroga. 

O ministro, que assumiu o cargo há oito meses ao lado do Presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), detalha que houve uma queda expressiva de 90% nos casos e óbitos de Covid-19 em todo País, replexo do avanço da vacinação. "Mas não é só de Covid que se vive o Sistema de Saúde. Temos grandes desafios, por exemplo, das doenças cardiovasculares, são mais de 380 mil óbitos por ano ou até o câncer, que são mais de 200 mil óbitos no Brasil por ano", finaliza. 



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