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Contradição: ‘cringes’ pagaram a língua


Do Diário do Grande ABC

02/12/2021 | 23:59


Quem tem mais de 25 anos com certeza já ouviu que ‘a tecnologia vai acabar com os empregos’ ou ‘a tecnologia vai afastar as pessoas’. É possível listar diversas citações de grandes nomes que viam com maus olhos a evolução tecnológica. Pablo Picasso disse que ‘computadores são inúteis. Eles conseguem apenas lhe dar respostas’.


Sim, para nós, que somos cringes – e saber o que é isso já diz muito sobre nossa relação com a tecnologia –, o advento da internet foi processo de muito aprendizado e, por vezes, dor. É claro que, ao olharmos a geração ‘Z’ e sua estranha relação com as outras pessoas – principalmente por terem dificuldade de lidar com outro ser humano sem gadget (dispositivo eletrônico portátil) intermediando –, ainda nos assustamos. Deveríamos?


O foco aqui é, justamente, a humanização e a grande contradição em torno de como a evolução tecnológica nos permite desenvolver relações mais próximas. Mas, para falarmos do presente e olharmos para o futuro, precisamos voltar, brevemente, ao passado.


Se você comprou leite Parmalat porque foi impactado por crianças fantasiadas de animais, saiba que fez parte de momento estratégico em nossa história, quando as ações das marcas já eram cheias de storytelling (habilidade de contar histórias), mesmo antes desse termo ser popularizado. A título de curiosidade, a primeira menção oficial veio em 1993, com Joe Lambert, nos Estados Unidos.


Pulemos alguns anos, do fim da década de 90 para os dias de hoje. A evolução tecnológica, que durante anos tirou o sono de alguns, não apenas não destruiu empregos ou afastou as pessoas como, pelo contrário, teve papel fundamental na humanização das relações. Se antes as marcas apenas ‘falavam’ o que desejavam anunciar e a audiência ‘aceitava’, hoje o cenário é muito diferente. Comprar um guarda-roupa, como citado acima, envolve, por exemplo, ‘conversar’ com uma ‘pessoa’ chamada Lu, que se tornou tão real que é tratada como personalidade e seguida por milhões de seres humanos.


Hoje, as marcas são vistas como seres com personalidade, que acertam e erram, que falam e escutam. Escolher lata de leite condensado, por exemplo, vai muito além da embalagem que traga uma moça camponesa.


Hoje, conquistar seu público exige que sua marca seja alguém, de fato. Comprovando a contradição, no momento mais sensível da humanidade no século atual, foi justamente ela, a tecnologia, que nos permitiu manter as relações humanas tão próximas, mesmo distantes – e em meio a uma pandemia.


Por essas e tantas outras que nós, cringes, pagamos a língua.

Cristiano Caporici é diretor de comunicação e marketing da empresa Tecnobank.


PALAVRA DO LEITOR

Elogio
A Câmara Municipal de Santo André, atendendo à maioria absoluta da população andreense, aprovou em primeiro turno a proibição de banheiros compartilhados em nossa cidade. Parabéns a todos por essa decisão na direção da vontade popular. Lembro, ainda, que outra grande vontade popular e merecedora de elogios é a reversão da aprovação do aumento de vereadores nessa casa.
Vanderlei A. Retondo
Santo André


Exigências
No Brasil, para ser ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), tem que ter ‘notável saber jurídico e reputação ilibada’, além de ser brasileiro nato. Esses são os únicos requisitos. O ministro não precisa necessariamente ser juiz ou advogado. Na teoria, não precisa sequer ter formação acadêmica em direito. Cruzes! Então, como será que é este saber jurídico e reputação ilibada se os caras estão preocupados em ser servis a quem os indicou ou a quem lhes interessa servir?
Tânia Tavares
Capital


Salário de Moro
Fiquei estarrecido ao tomar conhecimento que o ex-juiz Sergio Moro receberá, mensalmente, a partir deste mês, do Podemos, onde se filiou, a importância bruta de R$ 22 mil (Política, dia 1º). Comprova o que sempre defendi, que no Brasil não existem partidos políticos verdadeiramente ideológicos. Essa importância equivale a cerca de 20 salários mínimos (R$ 1.100) , ou 15 salários correspondentes ao valor líquido que irá receber (R$ 15 mil). Será que Moro irá investir toda essa grana em suas viagens pelo Brasil para contatos com lideranças políticas, pois seu projeto é ser candidato a presidente da República nas eleições do ano que vem? Pagar quantia dessa a filiado demonstra que o Podemos deve estar com os cofres cheios de dinheiro. Se Sergio Moro, recém-chegado, já ganha esse ‘gordo salário’, será que os demais dirigentes da sigla também são remunerados? Por exemplo, a presidente Renata Abreu também ganha para dirigir a legenda? Esse salário de Moro, de R$ 22 mil, tem validade até quando? Se Moro não for eleito em 2022, ele deixa de ganhar? Será que o Podemos fará como o Flamengo, que dispensou seu técnico Renato Gaúcho depois que perdeu a Libertadores para o Palmeiras?
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema


Delação premiada
No Brasil da impunidade, delação premiada não é suficiente para que o meliante seja condenado. Só falta para, de fato, comprovar o crime, exigir que haja recibo do malfeitor com firma reconhecida em cartório. Mesmo assim, se puder contratar o top advocatício, o processo será postergado e dificilmente o contraventor será detido e, se for, será por pouco tempo. Exemplo vivo: a tunga à Petrobras, o maior à face da Terra, todos os culpados estão soltos.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES)


A vida
Nada acontece por acaso. Tudo tem razão de ser. Toda pessoa que nasce tem um objetivo para cumprir. Ninguém nasce simplesmente por nascer. Também, ninguém morre antes de fazer o que veio fazer. Integramos um todo, onde cada uma das coisas ou das criaturas tem missão a cumprir. O homem, tudo indica, é a mais bela e perfeita das criaturas. Tudo leva a crer que o ser humano é disseminador da vida, verdadeira semente da vida. O homem em vida representa a miniatura do que é o universo, Deus, onipotente, onisciente e onipresente. Deus, espírito e vida estão configurados na luz que ilumina, dissipando a escuridão e mostrando a forma, coloração e tamanho das coisas e criaturas. Deus, espírito e vida são concepções inatas da própria mente humana; consequências do dom e faculdade de pensar, raciocinar do ser humano. O ser humano, o homem, não vive sem um ente superior, em razão de sua própria natureza. Não há pessoas sem esperança, sem um porvir! Somos espirituais em essência!
Bilac de Almeida Bianco
São Caetano 



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