Fechar
Publicidade

Domingo, 23 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

A cidade poderia fazer mais. Virar de frente para a sua história. Valorizar os passos dos ancestrais

A política de apagamento da história e da memória de Mauá não é de hoje – como não é de hoje o apagamento da história e da memória do Grande ABC como um todo


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

02/12/2021 | 21:42


"O blogueiro anônimo conhecido como Mosul Eye está coletando livros para reconstruir a biblioteca da Universidade de Mosul, no Iraque, destruída pelo Estado Islâmico durante o período em que a milícia terrorista dominou a área. As doações podem chegar de todos os lugares do mundo, e as obras podem falar sobre qualquer assunto e estar em qualquer língua.”

Do blog Galileu, 6 de julho de 2017[

E como estamos na Semana Mauá 2021 – uma triste Semana Mauá – lembremos algumas desfeitas históricas da cidade que aniversaria:

A destruição de livros que focalizavam o cinquentenário de Mauá – gente, onde é que nós estamos! Livro não se destrói. Livro se preserva, se estuda, ajuda a refletir.

A demolição da Praça XXII de Novembro (com jardim japonês, concha acústica, fonte luminosa e projeto paisagístico de Burle Marx).

O fim do antigo Ginásio Esportivo.

A derrubada do Colégio ‘Viscondinho’.

O fim da casa-sede da fazenda do Capitão João, citado pelo professor William Puntschart recentemente aqui em Memória. 

Em Mauá restam pouquíssimas construções que refletem a formação e o desenvolvimento do município.

Ontem citamos colegas preservacionistas do Condephaat-Mauá. Mas é justo que se diga: preservar bens materiais e imateriais de valor cultural e histórico é competência primeira de prefeitos e seus secretários, com a devida fiscalização por parte de vereadores e incentivo de cidadãos. Aos conselheiros indicados e eleitos compete o assessoramento, dar suporte para as boas ações exigidas pela história e memória – sem medo de represálias.

É justo que se diga: Mauá possui bens importantes que são preservados: a casa bandeirista ocupada pelo museu municipal (ultimamente com problemas de falta de segurança), os afrescos de Emeric Marcier, a paineira da Avenida Barão de Mauá. Mas são exemplos que só confirmam a regra: muita coisa boa se foi.

O tombamento e preservação da casa de Hans Grudzinski, neste ano de 2021, poderiam significar uma virada de jogo para melhor. Mas não é o que acontece.

REGISTROS DA PINACOTECA DE MAUÁ

Ao longo da infância, Hans Grudzinski teve seus primeiros contatos com a arte através das aquarelas pintadas pelo avô materno e as pinturas em porcelana do avô paterno. 

Forma-se arquiteto em 1940. No ano seguinte a Iugoslávia foi invadida pelas tropas de Hitler, reprimindo violentamente a população local através da Gestapo, polícia secreta da Alemanha Nazista que atuou nos países europeus invadidos pelos soldados.

Afastado da família, Grudzinski foi obrigado a alistar-se no exército alemão, assim como milhões de jovens residentes dos lugares devastados pelo regime, sendo enviado para a Holanda em 1943 e para o campo de batalha logo em seguida.

Utilizava os raros momentos de folga para treinar aquarelas, nas quais retratava a dura experiência em guerra.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;