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FMABC tem equipamento capaz de identificar as novas variantes do coronavírus

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Centro universitário iniciou o rastreamento de 24 amostras e resultado sai na sexta-feira


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

01/12/2021 | 00:10


A FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), em Santo André, tem equipamento capaz de rastrear e fazer o sequenciamento genético do coronavírus. A estrutura será fundamental nas próximas semanas para descobrir se a variante ômicron está circulando no Grande ABC. Até agora, o centro universitário analisou oito amostras e identificou em todas elas a presença da cepa delta – de três moradores de Santo André e cinco de São Caetano. Mais 24 amostras estão em processo de sequenciamento e o resultado deve sair até sexta-feira.

O investimento realizado pela FMABC na aquisição do sequenciador, computador e reagentes para análise de 96 genomas do coronavírus foi de cerca de R$ 100 mil. “Com a plataforma adquirida é possível sequenciar todas as variantes já conhecidas da Covid, inclusive a ômicron. Durante o processo de sequenciamento, mais de 400 fragmentos do genoma do vírus são sintetizados. Na análise final, estes fragmentos se sobrepõem. Assim, se uma mutação impedir que um destes fragmentos se forme, os outros fazem a cobertura do genoma total sem prejuízo à sequência final”, explicou a pesquisadora e coordenadora do setor de biologia molecular do laboratório, Beatriz Alves.

Os sequenciamentos realizados pela FMABC são de casos que deram entrada nos laboratórios conveniados com o centro universitário, em Santo André e em São Mateus, na Zona Leste da Capital. “Os sequenciamentos não são para diagnóstico individual, e sim para vigilância genômica. Assim, as amostras a serem sequenciadas representam porcentagem dos casos positivos de cada município”, comentou Beatriz.

A pesquisadora explica que, quando identificada uma variante na amostra, o resultado é compartilhado com cientistas do mundo todo e também com o município onde o paciente mora. “Após o sequenciamento, independentemente da variante encontrada (se é nova ou a prevalente naquele momento), a sequência é depositada em um banco internacional de genomas do Sars-Cov-2, chamado de EpiCOV. Este depósito nos gera um código. Uma vez em posse deste código, as secretarias de saúde de cada município são comunicadas sobre as variantes detectadas”, finalizou a pesquisadora.

Além do sequenciamento genético do coronavírus, o equipamento da FMABC pode analisar qualquer matriz de DNA, vírus ou bactéria. No momento, todos os esforços do centro universitário estão depositados no mapeamento genético do coronavírus diante da importância de se conhecer as variantes do coronavírus, mas, no futuro, o trabalho poderá ser direcionado para outras pesquisas.  



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