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Protagonismo contra a Aids


Do Diário do Grande ABC

30/11/2021 | 21:07


O 1º de dezembro marca o Dia Mundial de Combate à Aids, bom momento para relembrar que o Brasil já foi grande protagonista nessa batalha, algo que urge ser retomado para evitar aumento da transmissão, internações e mortes. Nosso exemplo de combate ao vírus HIV é emblemático e histórico, mas políticas públicas de testagem e incentivo ao uso de preservativos nas relações sexuais têm sido, nos últimos anos, relegadas ao segundo plano, o que é extremamente perigoso, especialmente para população mais vulnerável. Em 1982, fiz parte do diagnóstico do primeiro caso de transmissão autóctone do HIV no Brasil, e pude ver de perto impacto que essa doença trazia não só para saúde de quem a contraía, mas para seu próprio convívio social. Anunciar o diagnóstico era como entregar sentença de morte, pois não havia cura nem tratamento. E além da dor física, os pacientes tinham de conviver com a discriminação.


A classe médica à época precisava de dose extra de empatia e humanização para poder dar notícia desse tipo para os pacientes, mas nem todos estavam prontos. Alguns médicos se recusavam até mesmo a atender os casos, com medo de contaminação. O preconceito agravava a situação, impedindo pacientes de comunicarem os sintomas a tempo e os deixando com medo de avisar seus parceiros. A Aids chegou de maneira arrasadora. Poucos diagnosticados naquela época sobreviveram. Trabalhamos muito para alterar esse panorama. Em 1994 criamos a Casa da Aids, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, serviço que oferece até hoje assistência multiprofissional para os soropositivos, além de ter feito pesquisas fundamentais para a descoberta de novos tratamentos. Em 1996, o SUS (Sistema Único de Saúde) passou a oferecer medicamentos para todos os brasileiros com Aids, o que derrubou os índices de morbidade e mortalidade dos pacientes em todo o País. Nossos esforços foram reconhecidos até pela Organização Mundial de Saúde, que colocou o Brasil como um dos líderes na luta contra a doença.


Sem vacina de eficácia comprovada, a medida mais eficiente continua sendo a prevenção. Afinal, os antirretrovirais ajudam os infectados a manterem vida próxima da normal, mas também podem provocar efeitos colaterais na saúde daqueles que os utilizam. Tivemos inúmeros avanços nas últimas décadas, mas nossa história exige que retomemos o papel de protagonistas na luta contra a doença. Não podemos continuar aceitando que milhares de pessoas continuem sendo vítimas por ano. Precisamos voltar a liderar as campanhas de prevenção e as pesquisas, além de aprimorar as políticas públicas. E, como sempre foi, com a ciência ao nosso lado, contra a Aids e o preconceito.

David Uip é médico infectologista e reitor do Centro Universitário FMABC.


PALAVRA DO LEITOR

Memória
Caro Ademir, quero parabenizá-lo pela excelente reportagem em sua tradicional coluna Memória, abordando os 50 anos de amistoso entre Saad EC e Santo André FC (Setecidades, dia 28). Gostaria de destacar, como curiosidade, a presença na equipe do Saad de três atletas que quatro anos depois fariam parte do elenco do então já EC Santo André na conquista de seu primeiro título, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1975, infelizmente ainda sem acesso à divisão principal. São eles o goleiro Ronaldo, o zagueiro Flávio e o atacante Fernandes. Vale ainda lembrar que Fernandes, português de nascimento, foi o primeiro atleta nascido fora do Brasil a defender as cores do Santo André. Sinceros agradecimentos em meu nome pessoal e em nome do Esporte Clube Santo André por manter viva a memória de nosso esporte.
Sidney G. Riquetto,
presidente do Esporte Clube Santo André


Brasil pior
Enquanto o povo insistir em votar em candidatos corruptos, condenados – sabe-se lá em quantas instâncias – ou em políticos que se calam quanto ao aumento de cadeiras nas câmaras municipais, porque estão mais preocupados com seus próprios interesses do que com a população, simplesmente estamos cada vez mais adiando a esperança de vivermos em Brasil melhor. Também nunca esquecer que, quando é para aprovar algum benefício para o povo, tem que passar por 1.001 aprovações e acaba não sendo aprovado. Mas quando é para aprovar auxílio disso ou daquilo para seus próprios benefícios, é aprovado da noite para o dia. Portanto, povão, abra os olhos para a realidade, porque as eleições estão se aproximando e a hora é de mudança.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá


Perturbação
Estou tendo problemas com vizinhos de fundo. Quase todo sábado fazem barulho, com vozes e som alto, sem se preocupar se estão incomodando. Colocam som alto e ao mesmo tempo gritam. Isso vai até as 6h de domingo. Liguei para a GCM (Guarda Civil Municipal), por orientação da Polícia Militar. Não compareceram. Liguei no domingo à tarde e disseram que não poderiam comparecer devido a não ser flagrante. Solicitei que viessem para dar alerta, pois quem sabe na próxima haveria moderação. Ouvi como resposta que iriam comparecer se eu fosse junto. Expliquei que se fizesse isso poderiam fazer alguma maldade depois. Estranhei a resposta, pois em outra ocasião tive o mesmo problema com a vizinhança da frente. O vizinho mudou e achei que finalmente teria sossego. Agora é o vizinho dos fundos. Se fosse para ir junto com a GCM não preciso chamar, pois eu mesma poderia ir e pedir moderação no barulho. Tem ser humano que não tem respeito e isso só trará mais problemas para mim, pois se vê que não são pessoas de boa índole. Não sei a quem pedir ajuda. Quando chega o sábado à noite já entro em pânico. Infelizmente são proprietários do imóvel.
Keiko Sakata
São Bernardo


Dê nomes
Alô, STF (Supremo Tribunal Federal), já que o Congresso – leia-se Lira e Pacheco – resiste em revelar os políticos que usaram nossos impostos em emendas secretas, que tal o STF, abertamente, começar a julgar os deputados e senadores que são acusados de desvios?
Tânia Tavares
Capital


Em prol do Brasil
O gasto anual com o Congresso brasileiro em 2020 foi de R$ 10,8 bilhões – Câmara R$ 6,3 bilhões e Senado R$ 4,5 bilhões. O dispêndio individual anual com cada parlamentar foi em torno de R$ 2 milhões. São valores mais que suficientes para extinguir definitivamente os fundos partidário e político, que consomem alguns bilhões de reais a serem direcionados para benefícios coletivos. O grande malefício de tais fundos é incentivador à criação e manutenção da profusão de partidos políticos, cerca de 33, que inviabiliza a governabilidade, quando três – centro, esquerda e direita – são suficientes para melhorar o funcionamento do Brasil democrático.
Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha (ES) 



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