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Resiliência às mudanças climáticas


Do Diário do Grande ABC

26/11/2021 | 23:59


Escassez hídrica, tempestades de poeira, aumento do nível do mar, incêndios, seca, deslizamentos de terra, enchentes... são exemplos reais dos efeitos das mudanças climáticas em nossas vidas.

Para aumentar a capacidade dos municípios de enfrentar esses desafios impostos pela natureza e agravados por nosso modo de vida, o governo de São Paulo firmou parceria com o governo alemão na elaboração de planos e ações que contribuam no enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas.

A Baixada Santista e mais 13 municípios foram escolhidos para participar da fase pioneira do PMPR (Projeto Municípios Paulistas Resilientes).

Para a escolha foram aplicados os conceitos do Programa Construindo Cidades Resilientes da ONU (Organização das Nações Unidas) e do índice de capacidade de resiliência desenvolvido pela Sima (Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente).

Em parceria com os interlocutores e interlocutoras, o Projeto está levantando as necessidades, definindo estratégias e alinhando intervenções baseadas na ciência por meio de estratégias de ABE (Adaptação Baseada em Ecossistemas), que utiliza os serviços ecossistêmicos para contribuir com a diminuição dos riscos relacionados à mudança do clima. A conclusão desse projeto piloto servirá de base para curso de EAD (Ensino a Distância), que será disponibilizado para os 645 municípios do Estado.

Os efeitos das mudanças climáticas não afetam igualmente todas as pessoas. As desigualdades estruturantes construídas por relações de gênero, etnia, faixa etária, cor, raça e renda fazem com que alguns grupos sociais sejam mais vulneráveis. Para planejar medidas eficazes é necessário conhecer e reconhecer as diferentes necessidades, vulnerabilidades, além de potencialidades, garantindo o direito à vida, à saúde, à educação e à habitação.

Buscar a resiliência climática é compromisso social, ação interdisciplinar, que envolve as várias secretarias de um município com resultados econômicos, tripé de sustentação que garante mais qualidade de vida para as gerações atuais e futuras.

Os impactos das mudanças climáticas são realidade em nossas vidas e não podemos ficar de braços cruzados diante dessa situação, ou apenas agir de maneira reativa. O custo da não ação é muito grande. Chegou a hora de anteciparmos os problemas e agirmos, trabalhando unidos em torno de um objetivo comum, construir Estado mais resiliente e preparado para o enfrentamento das adversidades impostas pela crise climática.

Jussara Carvalho é engenheira, doutora em gestão de recursos hídricos, coordenadora do PMPR e assessora internacional da Sima.


PALAVRA DO LEITOR

Live Capez – 1 
Gostei muito da live do Diário com o diretor do Procon, Fernando Capez (dia 24). Ele fala muito bem e sabe o que está falando. Mas acho que faltou perguntar a ele o que o Procon pode – e deve – fazer para acabar com as ‘milhões’ de ligações no celular que recebemos diariamente sem sermos consultados se queremos ou não essas ligações, que oferecem de tudo, o tempo todo, principalmente pacotes de operadoras de telefonia móvel. Não adianta bloquear o número, porque eles nunca se repetem. É situação extremamente revoltante ser incomodado por essas ligações. Capez, por favor, nos ajude.
Douglas Martins
São Bernardo


Live Capez – 2 
Excelente a entrevista com Fernando Capez, diretor do Procon de São Paulo (Setecidades, dia 25). Ele deu muitas dicas para evitar ser enganado não só na Black Friday, mas em todas as vezes que envolver algum tipo de compra e venda de qualquer produto. E achei sensacional quando ele diz que ‘o combustível do estelionatário é a ganância da vítima’. Verdade. Ele não teve coragem de dizer, mas eu digo: são as pessoas que querem ‘levar vantagem em tudo’, que acham que vão se dar bem e não percebem, ou não querem perceber, que podem estar entrando em uma fria. Só vão se dar conta quando pesa no bolso. Está cheio de bandidos por aí, mas também tem muita gente querendo ser ‘espertinha’.
Manoel Cunha
Mauá


Afronta ao STF
Por incrível que possa parecer, o Congresso é que deseja mandar às favas a Constituição, e ainda afrontar o STF (Supremo Tribunal Federal). E não ignorar que decisão judicial é para ser cumprida! Como a liminar, e também em plenário da Corte, da suspensão do repasse de recursos secretos e excrescentes do orçamento do relator (algo como R$ 20 bilhões) é de urgente esclarecimento para quem, quando e quanto foi utilizada essa verba milionária. No entanto, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, do investigado em ilícitos Arthur Lira, se recusam a entregar as informações solicitadas pelo STF. Como se o Brasil fosse deles e nenhuma satisfação devem dar aos contribuintes. Espertos, desejam que essa exigência seja respeitada somente a partir das verbas a serem liberadas em 2022. Escárnio! E, na maior cara de pau, apontam dificuldade para listar os nomes dos parlamentares beneficiados, para os quais liberaram esses recursos. Na realidade, uma única razão para tentar ocultar, ou negar, transparência, como exigido pela Constituição, que os bilhões de reais liberados até aqui supostamente estão recheados de desvio de recursos públicos. Não tem outra explicação! Cá entre nós, Arthur Lira não é flor que se cheire. Já Rodrigo Pacheco, ao defender essa afronta ao STF e à Constituição, não demonstra escopo moral e institucional para chegar ao poder desta República. Já que simplesmente o Congresso ignora a Nação!
Paulo Panossian
São Carlos (SP)


Adulteração
Em relação ao posto de combustíveis lacrado e depois reaberto (Setecidades, dia 24), primeiro que é um mistério a reabertura. Segundo que deve ser uma máfia esse tipo de comércio, e, terceiro, que esse tipo de estabelecimento só existe porque tem seus clientes, que geralmente são os que se acham inteligentes, atraídos por preços surreais. Está na cara que se aquele posto vende combustível mais barato, o motorista tem de, no mínimo, desconfiar. Mas não: dá uma de esperto e depois vai gastar dez, 20, 100 vezes mais para arrumar o carro. Poxa, é questão de bom senso. O que leva a pessoa a achar que só ela é esperta de abastecer baratinho em local suspeito, sem bandeira? Quando acabarem os que se acham mais espertos que os outros, sem esses ‘sabidinhos’ também acaba esse tipo de roubo.
Moacir Laurindo
Santo André 



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Comentários

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