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Recuo previsto no comércio de fim
de ano afeta projeções

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caso cenário traçado pelo estudo da CNC se confirme, Brasil corre o risco de começar o próximo ano sem esse impulso na economia



25/11/2021 | 08:42


O estrago provocado pela alta da inflação e dos juros e a queda do poder de compra do brasileiro não deve se limitar ao consumo de fim de ano. Normalmente, a movimentação da economia no último trimestre tem desdobramentos no começo do ano seguinte Quando o fim de ano é bom, janeiro começa com reposição de estoques e muitos empregos temporários viram definitivos.

Caso o cenário de recuo das vendas no último trimestre traçado pelo estudo da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) se confirme, corre-se o risco de começar o próximo ano sem esse impulso, alerta a economista da Prada Assessoria, Marcela Kawauti. “O começo do próximo ano pode ser bem morno”, avalia.

Ela lembra que 2022 terá dificuldades adicionais porque é um ano eleitoral, quando as incertezas aumentam, o que afeta os investimentos. Também a alta da taxa básica de juros para conter a inflação, além de encarecer o custo do crédito neste momento, ainda não teve seu efeito pleno de deprimir o consumo. “O impacto maior acabará se manifestando ao longo de 2022”, aponta a economista.

O consumo das famílias responde por mais da metade da geração de riqueza na economia brasileira, e não é sem motivos que as expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2022 começam a migrar para estabilidade e até para desempenho negativo.

RANCHO PARCELADO
Mesmo com custos pressionados, varejistas tentam virar o jogo e animar as vendas, alongando prazos de pagamento.

A Via, dona da Casas Bahia e do Ponto, decidiu parcelar em até 30 vezes no cartão próprio as compras da Black Friday, por exemplo.

A Lojas Cem é outra grande rede varejista do setor de móveis e eletroeletrônicos que pretende ampliar a quantidade de parcelas sem juros para tentar “encaixar” a prestação no orçamento do consumidor.

José Domingos Alves, supervisor-geral da rede, diz que o ajuste na forma de pagamento é necessário porque hoje há um número menor de pessoas com condições de comprar. “O mercado está menos consumidor em relação ao ano passado porque o custo de vida subiu muito e sobram menos recursos para gastar com outros itens”, afirma, acrescentando que esse é o cenário para Black Friday e Natal.

Até a rede de supermercados Dia Brasil está parcelando em três vezes no cartão de crédito quando as compras de alimentos, produtos de higiene e limpeza superam R$ 90. “Alongar prazo é uma boa fórmula, mas antecipa o consumo”, observa Marcela. Segundo ela, o risco dessa estratégia é que mais à frente poderá ser preciso fazer algum ajuste para que essa conta seja paga.


 



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